
Cari reabilita palacete do século XIX num investimento de 4 milhões de euros
A Cari vai avançar com a reabilitação e modernização de um palacete do século XIX integrado no conjunto classificado do Palácio e Jardins do Conde de Farrobo, nas Laranjeiras, em Lisboa. A empreitada representa um investimento de cerca de 4 milhões de euros e deverá estar concluída no final do primeiro semestre de 2027.
A intervenção permitirá a criação de um novo complexo de escritórios e serviços, conciliando a preservação do valor patrimonial do edifício com a incorporação de soluções construtivas contemporâneas. Trata-se de uma obra de elevada exigência técnica, desenvolvida num contexto urbano sensível e sujeita a um rigoroso enquadramento patrimonial.
Segundo Rui Alves, director de produção da Cari, a empreitada “traduz a experiência da empresa em intervenções de reabilitação complexas, onde o desafio passa por compreender o edifício, respeitar o património existente e projectá-lo para o futuro de forma responsável e sustentável”.
Do ponto de vista ambiental, o projecto contempla o aumento da área permeável do lote, a requalificação paisagística dos jardins e a implementação de soluções técnicas que permitam a recapacitação sustentável de um edifício com mais de um século de existência, contribuindo para a valorização urbana da envolvente.
Enquadramento histórico
O Palácio do Conde de Farrobo foi edificado em 1779, segundo projecto do padre oratoriano Bartolomeu Quintela. De planta em E, o conjunto é composto por um corpo principal correspondente ao palácio e três corpos avançados. O alçado principal apresenta um eixo central marcado por portal e janelas simetricamente dispostas, enquanto a fachada voltada para a Estrada das Laranjeiras se destaca pelos cunhais de cantaria, pilastras e frontão triangular.
O palácio insere-se num conjunto ajardinado com cerca de 19 hectares, onde se encontra instalado o Jardim Zoológico de Lisboa, estando classificado como Imóvel de Interesse Público. O edifício foi nos últimos 70 anos um colégio privado.
Articulação institucional
A empreitada é desenvolvida em articulação com o Atelier Falanstério, responsável pelo projecto de arquitectura, a Profico – Consultores de Engenharia, e com as entidades de tutela patrimonial, nomeadamente a Direcção-Geral do Património Cultural e a Câmara Municipal de Lisboa, envolvendo ainda equipas especializadas nas áreas de arqueologia, estruturas, conservação e restauro.
















