
Avenida Paulista, São Paulo, Brasil. Foto DI
Economia brasileira continua a abrandar
A economia brasileira está a entrar num período de crescimento mais lento após vários anos de resistência. De recordar que o PIB do Brasil cresceu 3% em 2024, impulsionado pela forte criação de emprego e pela produção agrícola. No entanto, após este dinamismo sólido, houve uma ligeira desaceleração em 2025 (2,3%), que será mais acentuada em 2026, reduzindo o crescimento da economia para 1,7%, segundo um estudo recente da Crédito y Caución.
A perda de dinamismo na actividade económica brasileira é resultado do impacto do endurecimento das políticas monetárias e da incerteza antes das eleições gerais de outubro de 2026, que irão travar o investimento e o consumo das famílias.
Por um lado, a subida das taxas de juro está a levar a uma diminuição da inflação, juntamente com preços globais mais baixos da energia e dos alimentos. Por outro lado, as elevadas taxas de juro estão a aumentar ainda mais os custos do governo, contribuindo para um aumento adicional da dívida pública, de cerca de 77% do PIB em 2025 para 87% em 2027, segundo o relatório da seguradora. Neste cenário, as eleições no final do ano introduzem doses maiores de incerteza, com efeitos de paralisia do investimento e das compras.
Quanto ao comércio externo, o efeito da guerra tarifária é muito limitado, uma vez que as exportações para os Estados Unidos representam menos de 2% do produto interno bruto brasileiro.













