
Próximo movimento do BCE deverá ser de subida de taxas
O próximo movimento do Banco Central Europeu (BCE) deverá ser uma subida das taxas de juro, e não um corte, segundo Irene Lauro, economista sénior para a Europa e Clima na Schroders, em reação à decisão de política monetária anunciada na última quinta-feira.
De acordo com a economista, o crescimento da Zona Euro continua a superar as expectativas, impulsionado por uma retoma da procura interna, à medida que os efeitos de taxas de juro mais baixas e do apoio fiscal começam a fazer-se sentir na economia.
Embora a inflação homóloga tenha recuado para níveis abaixo da meta do BCE, Irene Lauro considera que o banco central deverá relativizar essa descida, tendo em conta a elevada volatilidade dos preços da energia. Em vez disso, o foco dos decisores continuará a estar na inflação dos serviços, que permanece em níveis “desconfortavelmente elevados”.
Este factor poderá ganhar ainda mais relevância com o fim esperado do abrandamento do crescimento salarial ao longo de 2026, o que deverá exercer pressão adicional sobre os preços.
“A decisão do BCE confirma a nossa visão de que o próximo movimento do Banco Central será em alta, e não em baixa”, conclui a economista da Schroders.













