Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
HaierJPS Group 2024Porta da Frente
Actualidade
AM de Lisboa recomenda suspensão do agravamento do IMI a prédios em ruínas à espera de licença para obras

Depositphotos - free

AM de Lisboa recomenda suspensão do agravamento do IMI a prédios em ruínas à espera de licença para obras

23 de novembro de 2022

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem uma recomendação da Iniciativa Liberal (IL) para que a câmara proceda à suspensão automática do agravamento do IMI sobre prédios devolutos em ruínas que aguardam resposta ao pedido de licenciamento de obra.

A recomendação do grupo municipal da IL sugere à Câmara Municipal de Lisboa que “altere o regime aplicável ao agravamento do IMI sobre prédios devolutos com insuficiências de condições de habitabilidade e/ou em ruínas, de modo a introduzir a suspensão automática do agravamento do imposto a esses imóveis sempre que der entrada na câmara o respectivo pedido de licenciamento de obra, regressando o imposto, nesse momento e até à conclusão da obra, à taxa normal de 0,3%”, sem prejuízo de lhe ser posteriormente aplicado o Estatuto dos Benefícios Fiscais.

A recomendação foi aprovada com os votos contra do BE, Livre, PEV, PCP, PSD, MPT e PPM, a abstenção de um deputado independente do Cidadãos por Lisboa (eleito pela coligação PS/Livre) e da Aliança, e os votos a favor do PS, PAN, IL, CDS-PP e Chega.

Na apresentação da recomendação, a deputada da IL Angélique da Teresa disse que a cidade de Lisboa é toda ela uma ZPU - zona de pressão urbanística - e, por isso, é aplicado um IMI agravado a todos os imóveis que se encontram devolutos, independentemente de estarem em ruínas ou não.

“No caso dos edifícios em ruínas, que é o objecto desta recomendação, o primeiro passo para avançar com a reabilitação e para, posteriormente, pôr esses edifícios - sem qualquer condição de habitabilidade - de volta ao dispor das pessoas é dar entrada do processo de licenciamento, processo de licenciamento esse que pode demorar em média dois a três anos”, declarou a deputada da IL, referindo que os atrasos nos licenciamentos urbanísticos “é um problema que se arrasta há já demasiado tempo”.

“Como todos sabem esta demora encarece o preço final, tanto de venda como no arrendamento”, referiu Angélique da Teresa, alertando que, independentemente de a responsabilidade dessa demora ser da Câmara Municipal de Lisboa, quem espera pelo licenciamento vê o seu IMI agravado a cada ano que passa.

A favor da recomendação, o deputado do PS Pedro Roque considerou que pode ser “um balão de oxigénio” para os proprietários que pretendam investir na reabilitação dos imóveis em ruínas.

PUB
1.ª Beach Party DI
PUB
PUB
MAP2026AYH ESAI
Habitação
Oferta de arrendamento cresce 11%, mas escassez mantém pressão no mercado - diz a RE/MAX Portugal
15 de abril de 2026