
André Casaca, CEO da Laplace Real Estate Intelligence
2026 arrancou em melhores condições do que 2025
Para o consultor e promotor imobiliário, André Casaca, CEO da Laplace Real Estate Intelligence, 2025 fica marcado pela intenção do Governo em assumir um papel mais activo na resolução do problema da acessibilidade à habitação, nomeadamente através de medidas de estímulo à oferta.
Para a conferência dos NO Filters, realizada pelo Diário Imobiliário, no dia 4 Fevereiro, nas instalações do MAP Group, onde foram debatidos os temas: O mercado imobiliário em 2026, o que vai mudar e Oportunidades de Investimento em imobiliário em 2026, o responsável indica que para este ano, tudo indica que será um ano positivo, em continuidade com 2025.
Como caracteriza o desempenho do mercado imobiliário em 2025?
O mercado manteve o dinamismo que o tem vindo a caracterizar nos últimos anos.
As diferentes classes de activos apresentaram níveis de performance distintos, mas, no global, registou-se uma valorização generalizada dos activos.
O mercado habitacional manteve-se extremamente activo, com a procura a continuar a superar a oferta e os preços a manterem uma trajectória de crescimento.
2025 fica também marcado pela intenção do Governo em assumir um papel mais activo na resolução do problema da acessibilidade à habitação, nomeadamente através de medidas de estímulo à oferta (como o IVA).
A hotelaria registou recordes de RevPAR, com as localizações secundárias a apresentarem uma performance particularmente positiva.
Os segmentos de logística e data centers mantiveram-se como os activos com maior valorização.
Apesar de considerar que 2025 foi novamente um ano muito positivo para o sector, a capacidade produtiva da construção parece-me próxima do limite.
Mesmo com níveis de procura elevados, a capacidade de execução começa a assumir-se como um constrangimento estrutural e de difícil resolução no curto prazo.
Que expectativas existem para o mercado imobiliário em 2026, em termos de actividade e confiança?
O sector deverá manter níveis de actividade elevados, com capacidade para continuar a atrair a confiança de investidores nacionais e internacionais.
Portugal tem vindo a consolidar uma imagem positiva no exterior e, se conseguir garantir capacidade de entrega, níveis de serviço adequados, segurança jurídica e estabilidade, 2026 poderá ser um ano bastante positivo.
Acredita que 2026 será um ano mais favorável para investimento? Porquê?
Tudo indica que será um ano positivo, em continuidade com 2025.
A “mensagem” transmitida pelo Governo no último trimestre de 2025, relativamente à aposta na resolução do problema da habitação, criou expectativas positivas no mercado.
Que segmentos do mercado deverão apresentar maior dinamismo no próximo ano?
Habitação (em diferentes conceitos de living), data centers, logística e hotelaria fora das zonas prime.
Que impacto espera das políticas públicas e do contexto macroeconómico na evolução do sector em 2026?
Até ao momento, considero que iniciámos 2026 em melhores condições do que 2025, antecipando um impacto globalmente positivo.
No entanto, existem variáveis não controláveis ao nível geopolítico que deverão ser acompanhadas com particular atenção e cautela.













