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Arquitectura
Mercado residencial de luxo: Casas assinadas por arquitectos de renome ganham estatuto de “activo de colecção”

Obra-prima arquitectónica do gabinete Patkau Architects no Canadá

Mercado residencial de luxo: Casas assinadas por arquitectos de renome ganham estatuto de “activo de colecção”

Villa assinada por Patkau Architects, ao norte de Vancouver, no Canadá

Mercado residencial de luxo: Casas assinadas por arquitectos de renome ganham estatuto de “activo de colecção”

Villa assinada por Patkau Architects, ao norte de Vancouver, no Canadá

Mercado residencial de luxo: Casas assinadas por arquitectos de renome ganham estatuto de “activo de colecção”

16 de fevereiro de 2026

As propriedades residenciais projectadas por arquitectos de prestígio continuam a registar elevada procura e a evidenciar uma valorização estável em diferentes geografias. Num contexto de maior selectividade por parte dos compradores de topo, a qualidade arquitectónica, o rigor conceptual e a integração com a envolvente tornaram-se factores determinantes na decisão de investimento.

Segundo Stuart Siegel, director global do Private Office da Engel & Völkers, os imóveis com assinatura de arquitectos reconhecidos tendem a preservar melhor o valor no longo prazo, independentemente das oscilações conjunturais do mercado. A combinação entre excelência construtiva, planeamento sustentável e identidade própria é vista como um elemento diferenciador num segmento cada vez mais competitivo.













Imagens da villa projectada por Matteo Thun em Palma de Mallorca





O perfil do comprador internacional também evoluiu. De acordo com a mediadora internacional, cresce o interesse por projectos que respeitam a especificidade do local e privilegiam a escala humana, afastando-se de uma estética meramente moderna e padronizada. A procura incide em soluções arquitectónicas contemporâneas que dialoguem com a paisagem e criem uma ligação fluida entre interior e exterior.

Neste segmento, algumas propriedades assumem mesmo o estatuto de “arte habitável”. Casas que carregam a assinatura de arquitectos, designers de interiores ou paisagistas de renome são encaradas como activos singulares, capazes de reforçar e diversificar um portefólio imobiliário internacional.













Villa desenhada por Jean Nouvel, em Nice.





Entre os exemplos actualmente no mercado, a mediadora internacional de origem alemã destaca uma moradia com vista mar em Hubbards, no Canadá, desenhada por Omar Gandhi, anunciada por cerca de 4,4 milhões de dólares canadianos (2,7 M€); uma villa nas colinas de Son Vida, em Palma de Maiorca, projectada por Matteo Thun e colocada à venda por aproximadamente 36 milhões de euros; e uma propriedade em Nice, com projecto de Jean Nouvel, avaliada em cerca de 16 milhões de euros.



Nos Estados Unidos e Canadá, surgem ainda projectos como o “Monitor’s Rest”, em Park City, assinado pela CLB Architects, ou uma residência em Whistler concebida pela Patkau Architects, ambos marcados por uma forte integração na paisagem e por soluções arquitectónicas orientadas para a luz natural e a privacidade.

Num mercado global de luxo onde a diferenciação é essencial, a arquitectura de autor afirma-se, assim, não apenas como expressão estética, mas como factor estratégico de valorização patrimonial.