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Quadrante integra projeto do primeiro túnel submerso do Brasil, avaliado em 1,15 mil milhões de euros

Imagem da Perfeitura de Santos

Quadrante integra projeto do primeiro túnel submerso do Brasil, avaliado em 1,15 mil milhões de euros

17 de setembro de 2026

A Quadrante integra o consórcio contratado para apoiar o desenvolvimento e construção do Túnel Santos-Guarujá, no Estado de São Paulo, uma infraestrutura avaliada em cerca de 6,8 mil milhões de reais (1,15 mil milhões de euros) e que será o primeiro túnel submerso construído no Brasil.

O projeto, desenvolvido através de uma parceria público-privada, prevê um túnel com cerca de 900 metros de extensão, criando uma ligação permanente entre Santos e Guarujá e melhorando os acessos ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.



A infraestrutura terá seis vias rodoviárias, três em cada sentido, uma ciclovia, passagem pedonal e espaço reservado para uma futura ligação por Veículo Ligeiro sobre Carris (VLT).

Atualmente, a travessia entre as duas cidades é assegurada sobretudo por ferry, utilizado diariamente por cerca de 14 mil veículos. Segundo os promotores, o novo túnel deverá beneficiar diretamente mais de 720 mil habitantes, melhorar a mobilidade de cerca de dois milhões de pessoas na Baixada Santista e gerar aproximadamente nove mil empregos diretos e indiretos durante a construção.

A Quadrante terá funções de Owner's Engineer, prestando apoio técnico à Concessionária TSG ao longo do desenvolvimento do empreendimento. As responsabilidades incluem revisão dos projetos, supervisão da obra, planeamento, controlo de qualidade, gestão de interfaces e documentação, BIM e coordenação global.

O túnel será construído através de módulos de betão pré-fabricado instalados sob o leito do canal, uma solução já utilizada internacionalmente, mas inédita no Brasil.

Com o contrato da PPP assinado em 2026, o empreendimento encontra-se em fase de projeto executivo, licenciamento e preparação da obra. A construção deverá começar em 2027, ficar concluída em 2030 e entrar em operação comercial em 2031.

A Concessionária TSG, responsável pela construção e exploração da infraestrutura, tem a portuguesa Mota-Engil como acionista.


Imagem do Consorcio TSG