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Lisboa é das localizações mais caras do Sul da Europa para renovação de um escritório de "alta qualidade"

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Lisboa é das localizações mais caras do Sul da Europa para renovação de um escritório de "alta qualidade"

27 de março de 2024

As cidades do Reino Unido e da Alemanha são as localizações da região EMEA com custos de fit out (adaptação e acabamento) de escritórios mais elevados, uma vez que os ocupantes dão prioridade a ambientes que promovam a colaboração e a produtividade e apoiem objetivos de sustentabilidade, de acordo com um novo relatório da Cushman & Wakefield.

O "EMEA Office Fit Out Cost Guide 2024" da empresa global de serviços imobiliários analisa 43 cidades-chave na Europa, Médio Oriente e África, estabelecendo os custos médios de obras de adaptação, de vários níveis de qualidade, com o intuito de ajudar os ocupantes a definir os orçamentos de relocalização dos escritórios.

O custo médio por cidade mostra que as localizações na Alemanha e no Reino Unido ultrapassam de longe as de outras partes da região EMEA. Londres ocupa o primeiro lugar, com uma média de 2.629 euros/m² para a adaptação de escritórios. Hamburgo, a segunda na lista geral, foi a cidade mais cara da região do Norte da Europa, com 2.463 euros/m². Praga (1.252 euros/m²) foi a cidade mais cara da Europa Central e de Leste, enquanto Paris liderou no Sul da Europa (1.190 euros/m²). O Cairo (1.759 euros/m²) e Riade (1.650 euros/m²) foram as cidades mais caras de África e do Médio Oriente, respetivamente. Lisboa aparece como uma das cidades mais caras no que respeita a renovações de "alta qualidade" quando comparada com as restantes cidades do Sul da Europa analisadas.

Os custos de fit out em toda a região EMEA aumentaram em média 4% (em euros) durante o último ano, com uma média atual de 2.295 euros/m² em processos "chave na mão". Os elevados custos de adaptação no Reino Unido e na Alemanha estão a ser ainda mais impulsionados pelas elevadas expetativas nestas regiões em termos de sofisticação do design, soluções tecnológicas e qualidade do .it out.

Na opinião de Nic Wilkinson, Chair of Project & Development Services EMEA da Cushman & Wakefield, "o mercado de escritórios está a passar por uma mudança estrutural significativa, numa altura em que a economia global enfrenta ventos contrários, que são cíclicos e resultam no escrutínio dos orçamentos de despesas de capital. Se acrescentarmos a necessidade de ter em conta os ciclos de mercado subjacentes, é fácil compreender por que razão muitos acreditam que o atual contexto nunca foi tão complexo. Sem desvalorizar a escala destas questões, podem ser resumidas em custos, carbono e cultura. Os escritórios desempenham um papel importante em cada uma destas áreas, promovendo um ambiente no qual os colaboradores podem ser produtivos, inovar e ter uma relação positiva com os colegas; ao mesmo tempo que criam valor e ajudam a atingir os objectivos de sustentabilidade e inclusão da empresa".

É esperado que se mantenha a tónica na melhor qualidade do espaço de escritórios. Com menos opções de desenvolvimento, alguns inquilinos poderão optar por renovar ou prolongar o seu contrato de arrendamento, caso não consigam assegurar o espaço adequado. A conjugação dos fatores macroeconómicos e da procura de escritórios sugere que a pressão mais severa sobre os custos de construção já foi ultrapassada. De acordo com o Eurostat, o aumento dos preços da construção na zona euro atingiu os 12% em 2022, tendo diminuído para 6% em 2023.

Wilkinson acrescenta: "Temos assistido a uma crescente procura de espaços de escritório de qualidade e esperamos também este comportamento na contratação de empresas de construção. Embora as necessidades globais de espaço possam ter diminuído em relação ao ano passado, espera-se que os principais operadores continuem a registar uma procura saudável dos seus serviços. Além disso, acreditamos que a tipologia de adaptação também precisa de evoluir. Quem procura escritórios está a dedicar uma maior proporção do espaço ao trabalho colaborativo e ao bem-estar dos colaboradores, sendo esta última uma área que, ao longo dos últimos anos, tem registado pontuações consistentemente baixas em termos de experiência no local de trabalho".

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