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IMT Jovem faz um ano: Procura dispara, Oferta de casas encolhe

Imagem Freepik

IMT Jovem faz um ano: Procura dispara, Oferta de casas encolhe

28 de agosto de 2025

Um ano após a entrada em vigor da isenção de IMT e de Imposto de Selo para jovens até aos 35 anos, os efeitos no mercado imobiliário são claros: a procura disparou e a oferta encolheu, sobretudo nas casas até 324 mil euros, o valor máximo para beneficiar da isenção total.

Segundo uma análise do idealista/data, mais de 43 mil jovens já aproveitaram a medida, que permite poupar milhares de euros na compra da primeira habitação própria e permanente. No entanto, o aumento da procura não foi acompanhado por um crescimento equivalente da oferta, o que está a pressionar o mercado.

Entre Agosto de 2024 e Julho de 2025, a procura por casas até 324.058 euros aumentou 67%, enquanto a oferta caiu 32%, fixando-se em 90.502 imóveis. O movimento é ainda mais expressivo nas grandes cidades: Lisboa registou uma subida de 96% na procura e o Porto de 55%, enquanto em Coimbra e Leiria o interesse duplicou.


Capitais de distrito mais penalizadas

Já nas casas entre 324 mil e 648 mil euros – faixa de isenção parcial – a procura cresceu 45%, mas a oferta recuou apenas 4%, somando 81.096 imóveis disponíveis. Nesta gama de preços, Lisboa (+46%) e Porto (+36%) também lideraram o crescimento da procura.

No plano regional, a oferta até 324 mil euros caiu em quase todas as capitais de distrito, com destaque para Lisboa (-50%), Setúbal e Coimbra (-41%) e Porto (-14%). A única excepção foi Portalegre, onde a oferta aumentou 14%.

Paralelamente, os preços continuam a subir. Em Julho, o custo mediano por metro quadrado atingiu 2.926 euros, mais 8,5% face ao mesmo mês de 2024. Santarém (+24%), Setúbal (+20,8%) e Guarda (+18,5%) lideraram as maiores subidas anuais.

A medida que nasceu para aliviar o esforço financeiro dos jovens compradores acabou por gerar um efeito paradoxal: ao mesmo tempo que facilita a entrada no mercado, está também a alimentar a subida dos preços. Com a oferta a encolher e a procura a disparar, o benefício da isenção de IMT e Imposto de Selo é rapidamente anulado, já que os imóveis disponíveis encarecem num ritmo que transforma a vantagem fiscal em pouco mais do que um alívio momentâneo num mercado cada vez mais escasso em termos de fogos disponíveis.