
Sede internacional da Google, na Califórnia. Foto de Asoundd em Wikipedia
Google vai investir 13 mil milhões de euros na Finlândia
A Google anunciou um investimento de pelo menos 13 mil milhões de euros na Finlândia ao longo dos próximos dois anos, destinado a infraestruturas digitais, incluindo centros de dados para operar modelos de inteligência artificial. Segundo a empresa, trata-se do maior investimento alguma vez realizado pela Google na Europa.
O investimento
Os recursos vão financiar o desenvolvimento de centros de dados e outras parcerias nos municípios de Hamina, Kajaani, Muhos e Vaala, abrangendo também projetos de energia limpa. A Google indica ainda que serão atribuídos fundos orientados para a natureza e para as comunidades locais, com o objetivo de apoiar a biodiversidade, a educação, a investigação e o desenvolvimento de competências.
Reação do governo finlandês
O primeiro-ministro finlandês e líder do conservador Partido da Coligação Nacional, Petteri Orpo, citado em comunicado da empresa, afirmou que a decisão da Google demonstra que "o valor da economia de dados vai muito além dos investimentos diretos, impulsionando a inovação, a investigação e o desenvolvimento".
Um polo emergente de centros de dados
Beneficiando de eletricidade relativamente barata e de um clima frio, a Finlândia tem registado nos últimos anos um aumento do número de centros de dados instalados no país, com dezenas de projetos atualmente em construção.
A Google reforça assim a sua presença no país, onde está estabelecida desde 2009, ano em que adquiriu uma antiga fábrica de papel na cidade costeira de Hamina, posteriormente convertida num centro de dados. A instalação integra atualmente as 43 regiões de cloud da Google e recorre a centenas de fornecedores finlandeses para construção, operação e infraestruturas de rede.
Impacto estimado
Segundo estimativas da Google, os novos investimentos podem contribuir para um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) finlandês de 3,6 mil milhões de euros por ano, além de garantir mais de 37 mil empregos no país, dos quais 16 mil no setor da construção civil.
Lusa/DI

















