
Foto de Alves Gaspar em Wikimedia
Coroas das colunas monumentais do Parque Eduardo VII regressam à capital em Agosto
As coroas de palmas que encimam as colunas monumentais do Parque Eduardo VII, retiradas em 2023 para as obras de preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), serão restauradas e repostas até ao final de Agosto. O anúncio foi feito pela vereadora de Projectos e Obras em Espaço Público, Joana Baptista, na reunião da Assembleia Municipal desta segunda-feira.
As peças encontram-se actualmente no quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros, em Marvila. O restauro foi adjudicado e prevê um prazo de 90 dias a partir de Junho, com recolocação nas colunas até ao final de Agosto.
A questão chegou à Assembleia Municipal por iniciativa da Iniciativa Liberal, que apresentou uma recomendação pela reposição das coroas, aprovada por unanimidade. O deputado Pedro Bugarin considerou que a ausência das peças "descaracteriza um dos mais relevantes conjuntos escultóricos do parque e empobrece a leitura estética e simbólica do local".
As colunas tinham sido intervencionadas em 2022, após se encontrarem em avançado estado de degradação com risco de queda de elementos estruturais. Em 2023, no contexto da JMJ, foram alvo de nova intervenção de reabilitação estrutural, limpeza da pedra e melhoria da iluminação, tendo as coroas sido retiradas e depositadas no Cemitério de Carnide — numa medida que se previa provisória mas que se prolongou por três anos.
O PS aproveitou o debate para questionar o paradeiro do palco instalado no Parque Tejo durante a JMJ, "um equipamento que a cidade tanto investiu e que nunca mais foi usado".
Um parque com mais de um século de história
Localizado no prolongamento da Avenida da Liberdade, a partir da Rotunda do Marquês de Pombal, o Parque Eduardo VII estende-se por cerca de 26 hectares e oferece uma das melhores vistas panorâmicas sobre Lisboa. Inicialmente chamado Parque da Liberdade, foi rebaptizado em 1903 em homenagem ao rei britânico Eduardo VII, aquando da sua visita à capital portuguesa.
O desenho actual do parque — marcado pelo grande eixo central de relvado com composição geométrica de buxo, ladeado por alamedas em calçada portuguesa — foi projectado em 1942 pelo arquitecto Keil do Amaral. Na sua orla arborizada situam-se a Estufa Fria, com o seu lago, a poente, e o Pavilhão Carlos Lopes, a nascente. No topo norte destacam-se as quatro colunas monumentais e o monumento ao 25 de Abril, da autoria do escultor João Cutileiro. O parque acolhe anualmente, no final de Maio, a Feira do Livro de Lisboa.
















