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Consumo de cimento recupera 26% em Março, mas licenciamento cai e custos de construção sobem

 

Consumo de cimento recupera 26% em Março, mas licenciamento cai e custos de construção sobem

15 de maio de 2026

O consumo de cimento no mercado nacional chegou a 960,5 mil toneladas em Março, uma subida homóloga de 26% que interrompe dois meses consecutivos de quebra. Ainda assim, no conjunto do primeiro trimestre, o indicador cresceu apenas 2,2% face ao período homólogo de 2025, num sector afetado por condições meteorológicas adversas e por sinais mistos nos restantes indicadores, segundo o boletim de conjuntura divulgado hoje pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

No licenciamento municipal — com dados disponíveis apenas até Fevereiro —, a fotografia é de retracção. O número total de licenças emitidas caiu 18,7% face ao mesmo período de 2025. A queda foi mais pronunciada nos edifícios habitacionais, onde a área licenciada recuou 21,7%, do que no segmento não residencial, que registou uma diminuição de 12,2%.


Construção mais cara

Os custos de construção continuam a subir. Em Fevereiro, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova avançou 4,7% em termos homólogos, puxado sobretudo pela mão de obra, que encareceu 8,2%. Os materiais subiram de forma mais moderada, 1,7%. A AICCOPN alerta que estes dados não incorporam ainda o eventual impacto do agravamento da tensão geopolítica no Médio Oriente — nomeadamente o conflito com o Irão — sobre os custos das matérias-primas e da energia.

No plano financeiro, o sector apresenta sinais de solidez. O crédito bancário às empresas de construção cresceu 11,2% em Março, atingindo 7,2 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal. O crédito vencido recuou 9,2%, numa evolução favorável que contrasta com o aumento de 4,1% registado no conjunto das empresas nacionais.
As obras públicas também travaram. O montante dos concursos públicos lançados no primeiro trimestre totalizou 1.982 milhões de euros, menos 26% do que no mesmo período de 2025, e os contratos celebrados somaram 956 milhões de euros, uma quebra homóloga de 27%.