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Cabaz alimentar atinge o preço mais elevado em quatro anos

Cartoon gerado por IA ChatGpt

Cabaz alimentar atinge o preço mais elevado em quatro anos

16 de janeiro de 2026

O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste custa esta semana 249,09 euros, o que representa um aumento de 7,27 euros (mais 3,01%), atingindo o valor mais elevado desde que a organização de defesa do consumidor iniciou esta análise, em 2022.

Há um ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 9,01 euros (menos 3,75%). Já há quatro anos era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 61,39 euros (menos 32,71%).

Desde que a DECO Proteste iniciou esta análise, a 5 de Janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (mais 97%), dos ovos (mais 86%) e da polpa de tomate (mais 71 por cento).

O cabaz inclui Carne, Congelados, Frutas e Legumes, Laticínios, Mercearia e Peixe, sendo considerados, entre outros, produtos como Peru, Frango, Carapau, Pescada, Cebola, Batata, Cenoura, Banana, Maçã, Laranja, Arroz, Esparguete, Açúcar, Fiambre, Leite, Queijo, Manteiga, entre muitos outros.


Imagem Freepik


Comentário:

Quando o Governo e os partidos mais próximos do poder sustentam que o país e a economia “vão bem”, apoiando-se no facto de salários e pensões terem crescido ligeiramente acima da inflação oficial, essa leitura dificilmente resiste ao confronto com a realidade quotidiana. Para as classes de rendimentos mais baixos — e para uma parte crescente da chamada classe média — a maior fatia do rendimento mensal continua a ser absorvida por duas despesas essenciais e inescapáveis: a habitação e a alimentação.

É precisamente nestes dois domínios que os aumentos de preços têm sido mais persistentes e penalizadores, anulando na prática qualquer ganho nominal nos rendimentos. Assim, mesmo quando os indicadores macroeconómicos sugerem alguma melhoria, o poder de compra real de muitos agregados familiares continua a degradar-se. A percepção generalizada de aperto financeiro não é, portanto, um equívoco ou um exagero: é o reflexo de uma economia que, apesar de “ir bem” nos números, falha em traduzir esse desempenho em bem-estar efectivo para uma larga maioria da população.

Lusa/DI