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“Branded residences” e sustentabilidade marcam imobiliário português em 2026

Premium Family Villa em Sintra - Imagem Nest Seekers International

“Branded residences” e sustentabilidade marcam imobiliário português em 2026

6 de fevereiro de 2026

O mercado imobiliário português deverá continuar a adaptar-se às novas exigências dos compradores em 2026, com especial destaque no segmento premium. Segundo uma análise divulgada pela Engel & Völkers, há três tendências que irão moldar o sector ao longo do ano: o crescimento das ‘branded residences’, a evolução do conceito de luxo e a redefinição dos factores decisivos na compra de imóveis.


Branded residences em expansão

Os projectos de ‘branded residences’ deverão ganhar maior expressão em Portugal, sobretudo em mercados como Lisboa, Cascais e Algarve. Associados a marcas internacionais de prestígio, estes empreendimentos são cada vez mais valorizados pela segurança, confiança e garantia de qualidade que oferecem aos compradores.

Além da localização e do padrão construtivo, estes projectos respondem a uma procura crescente por soluções “chave na mão”, integrando serviços como concierge, manutenção, bem-estar e gestão profissional, num contexto em que o conforto e a conveniência assumem um peso crescente na decisão de investimento.



Karl Lagerfeld Residences, em Lisboa, promovido pela Overseas


Luxo redefine-se

O conceito de luxo continua a afastar-se da ostentação e da grandeza, passando a centrar-se em factores mais intangíveis. Privacidade, bem-estar, discrição e qualidade de vida são hoje elementos centrais na percepção de valor dos imóveis de gama alta.

Esta evolução reflecte-se no desenho e na concepção dos projectos, que passam a privilegiar espaços dedicados ao lazer, à tranquilidade e ao equilíbrio, bem como soluções sustentáveis que reforcem a experiência global de habitar.


Novos critérios na decisão de compra

As localizações exclusivas e bem servidas de acessibilidades e serviços continuam a ser um critério-chave, mas o teletrabalho veio acelerar mudanças no perfil da procura. Factores como menor densidade urbana, tranquilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional ganharam relevância nas decisões de compra.

A sustentabilidade e a eficiência energética mantêm-se no topo das exigências dos compradores e investidores. A adopção de materiais sustentáveis, soluções energeticamente eficientes e práticas construtivas responsáveis tornou-se determinante, tanto para a valorização dos activos como para a competitividade do mercado.

De acordo com a Engel & Völkers, estas três tendências reflectem um mercado mais maduro e exigente, em que a qualidade, a experiência e a sustentabilidade assumem um papel central na evolução do imobiliário português em 2026.