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Bankinter reforça crédito à habitação em Portugal e financia 800 milhões de euros no primeiro semestre
O Bankinter concedeu 800 milhões de euros em novo crédito à habitação em Portugal durante o primeiro semestre de 2026, um crescimento de 6% face ao mesmo período do ano anterior, num contexto em que a instituição continua a reforçar a sua presença no mercado português e a consolidar o negócio hipotecário como uma das principais áreas de crescimento.
Os dados divulgados pelo grupo mostram que Portugal continua a assumir um papel cada vez mais relevante na estratégia internacional do banco. A carteira de crédito em território nacional aumentou 8%, atingindo os 11,5 mil milhões de euros no final de junho, enquanto os recursos de clientes de retalho e os ativos geridos cresceram 12%, para cerca de 15 mil milhões de euros.
Também a actividade de custódia de valores registou uma evolução expressiva, com um crescimento de 29%, alcançando os 6 mil milhões de euros.
No conjunto da operação portuguesa, a margem bruta aumentou 10% face ao primeiro semestre de 2025 e o resultado antes de impostos atingiu 114 milhões de euros, mais 9% do que no período homólogo.
Crédito à habitação mantém peso estratégico
Apesar de a produção hipotecária global do Grupo Bankinter ter recuado 16% no primeiro semestre, para 2,9 mil milhões de euros, Portugal destacou-se pela evolução positiva do financiamento à compra de casa, a par da Irlanda. Nos dois mercados, a nova produção hipotecária registou um crescimento conjunto de 19%, reflectindo uma estratégia de maior selectividade em geografias consideradas mais rentáveis e com maior potencial de crescimento.
Segundo o banco, a carteira hipotecária consolidada ascende actualmente a 39 mil milhões de euros, mais 3% do que há um ano.
Grupo cresce em negócio e rentabilidade
A nível consolidado, o Bankinter terminou o primeiro semestre com activos totais de 140,9 mil milhões de euros, um aumento de 7% em termos homólogos. A carteira global de crédito cresceu 4,6%, para 87,2 mil milhões de euros.
Os recursos de clientes e os activos sob gestão aumentaram 9,6%, atingindo 162,1 mil milhões de euros, impulsionados sobretudo pelo forte crescimento dos recursos geridos fora de balanço, que avançaram 20,3%. Os activos sob custódia totalizaram 94,7 mil milhões de euros, mais 17,8% do que no mesmo período do ano passado.
Receitas e eficiência continuam a melhorar
A margem financeira do grupo aumentou 5,4%, para 1.160 milhões de euros, enquanto a margem bruta cresceu 7,3%, alcançando 1.603 milhões de euros.
As comissões recebidas registaram uma subida de 15,5%, para 548 milhões de euros, impulsionadas pela actividade de gestão de activos, intermediação bolsista, custódia de valores e investimento alternativo.
Os custos operacionais cresceram apenas 2,7%, permitindo elevar a margem de exploração para 1.052 milhões de euros, mais 9,8% do que no primeiro semestre de 2025. Como resultado, o rácio de eficiência melhorou para 34,3%, reflectindo o controlo dos custos, a crescente utilização de inteligência artificial generativa nos processos internos e uma maior produtividade operacional.
O rácio de capital CET1 situou-se em 12,91%, permanecendo confortavelmente acima do requisito mínimo imposto pelo Banco Central Europeu, fixado actualmente em 8,58%.















