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Engel & Völkers_Imagem Villas

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Do Reino Unido ao Brasil: As nacionalidades que estão a redesenhar o mercado imobiliário português

23 de julho de 2026

Relatório da Engel & Völkers revela que o mercado imobiliário português continua a atrair investidores internacionais, com perfis distintos consoante a região. Britânicos lideram no Minho, norte-americanos ganham peso no Porto e franceses e alemães destacam-se no Oeste.

O mercado imobiliário português continua a afirmar-se como um dos destinos mais atractivos da Europa para compradores internacionais, mas a procura estrangeira está longe de ser homogénea. O mais recente Market Report Portugal 2025-2026, da Engel & Völkers, mostra que cada região do país atrai nacionalidades distintas, reflectindo diferentes motivações de investimento e estilos de vida.

Segundo o estudo, o Algarve mantém-se como o principal destino do investimento estrangeiro, enquanto Cascais reforça o seu posicionamento como um mercado residencial internacional de elevado padrão. No Norte, por sua vez, o Minho continua a captar sobretudo compradores britânicos, ao passo que o Porto regista uma crescente presença de investidores norte-americanos.

No Minho, os compradores do Reino Unido continuam a liderar o investimento estrangeiro, impulsionados pela qualidade de vida, património e valorização da região. O mercado de moradias destaca-se particularmente, sendo dominado quase exclusivamente por compradores internacionais, que representam cerca de 95% deste segmento.


E&V Porto

Já no Porto, o mercado mantém uma forte predominância de compradores nacionais, responsáveis por 73% das aquisições. Entre os investidores estrangeiros, os norte-americanos assumem a liderança, seguidos por franceses e espanhóis, reflectindo o crescente reconhecimento internacional da cidade como destino residencial e de investimento.

Também em Vila Nova de Gaia se observa uma maior internacionalização. Embora os compradores portugueses continuem maioritários (67%), os investidores estrangeiros já representam cerca de um terço das transações. Estados Unidos, Reino Unido e França figuram entre as nacionalidades mais representadas.

Mais a sul, a região Oeste consolida-se como um dos mercados emergentes para compradores internacionais. Em 2025, os estrangeiros representaram 55% das transações realizadas pela Engel & Völkers, com norte-americanos, franceses e alemães a liderarem a procura. A proximidade a Lisboa, aliada a preços mais competitivos e à qualidade de vida, continua a impulsionar o interesse por esta região.

Em Cascais, a dimensão internacional do mercado é ainda mais expressiva. Segundo o relatório, 81,3% das compras são realizadas por estrangeiros, com destaque para investidores brasileiros, russos e norte-americanos. O concelho mantém-se como um dos mercados residenciais premium mais procurados do país.

No Algarve, o peso do investimento internacional continua a dominar. Em Quinta do Lago e Vale do Lobo, cerca de 80% dos compradores são estrangeiros, sobretudo provenientes do Reino Unido e da Irlanda, seguindo-se investidores da Alemanha, Bélgica e Países Baixos. Em Vilamoura, os compradores internacionais representam 75% das transações, liderados por alemães, neerlandeses e belgas.

Para Margarita Oltra, Regional Manager da Engel & Völkers, a principal característica do mercado português é actualmente a sua diversidade.

"Portugal continua a afirmar-se como um destino imobiliário de referência à escala global, mas aquilo que hoje distingue verdadeiramente o mercado é a sua diversidade. Cada região oferece uma proposta de valor própria e consegue atrair perfis diferentes de compradores, seja pela qualidade de vida, pela proximidade aos centros urbanos, pelo património, pela envolvente natural ou pelo potencial de valorização. Esta diversidade torna o mercado português mais resiliente."

O relatório conclui que o mercado imobiliário nacional entrou numa nova fase de maturidade, sustentada por uma procura internacional cada vez mais diversificada. Num contexto em que factores como estabilidade, segurança e qualidade de vida ganham importância nas decisões de investimento, Portugal continua a reforçar a sua posição entre os destinos residenciais mais competitivos da Europa.