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1904 Benfica Hotel: dormir no coração da história encarnada — e comer o bife mais célebre de Lisboa

 

1904 Benfica Hotel: dormir no coração da história encarnada — e comer o bife mais célebre de Lisboa

7 de janeiro de 2026

Lisboa ganhou um novo endereço onde turismo, lifestyle, arte urbana e memória futebolística se cruzam de forma inesperada. O 1904 Benfica Hotel, instalado na antiga sede e secretaria do Sport Lisboa e Benfica, abriu portas na Rua Jardim do Regedor, devolvendo vida a um edifício carregado de história — e acrescentando-lhe um toque contemporâneo que vai muito além do futebol.
Logo à entrada, um painel monumental em azulejo assinado por Vhils dá as boas-vindas aos hóspedes: o rosto de Cosme Damião, fundador do clube, surge como guardião simbólico do espaço. Ao lado, discretamente, uma camisola da época actual, assinada por todo o plantel, estabelece a primeira ligação ao universo encarnado.
 


Um hotel com alma — não um museu
Explorado pela FLH Hotels (Feels Like Home), o projecto foi pensado para contar a história do Benfica sem cair no formato museológico. “Queríamos que a presença do clube fosse dominante, mas integrada numa experiência de hotel”, explica a equipa responsável.
 


Distribuídos por cinco pisos e 56 quartos (a partir de cerca de 100 euros por noite), os espaços percorrem as várias épocas e modalidades do clube, com especial enfoque nos primeiros 60 a 70 anos, período áureo da afirmação benfiquista. Cada quarto reserva um detalhe especial: uma pequena vitrina junto à porta guarda objectos ligados a figuras míticas como Eusébio, Cosme Damião ou outras lendas das modalidades, peças cuja curadoria é assegurada pela Fundação Benfica.
O resultado é um ambiente elegante, marcado por tons de vermelho profundo, que preserva a aura histórica do edifício, incluindo a recuperação de uma antiga zona de bar inspirada no Bristol Club, primeiro inquilino do espaço, muito antes de este se tornar sede do clube.
 


O último Café de São Bento de Lisboa tem nova morada
Mas o 1904 Benfica Hotel não vive apenas de futebol. No rés-do-chão, abre também o último Café de São Bento da Grande Lisboa, um encontro simbólico entre dois ícones da cidade: o clube mais popular do país e o bife mais famoso de Lisboa.
Com cerca de 150 m² e capacidade para 70 lugares, esta é a maior unidade da marca até à data. O ambiente mantém-se fiel ao ADN do Café: bar à entrada, tetos espelhados, veludos vermelhos, madeiras nobres e, como pano de fundo, esculturas femininas em tamanho real de Leopoldo de Almeida, herança modernista dos tempos do Club Bristol.
Na carta, não há desvios à tradição. O menu permanece focado no essencial: Bife à Café de São Bento, com o mítico molho secreto (desde 1982); Bife à Portuguesa, com alho, louro e presunto; Chateaubriand com molho Béarnaise, exclusivo desta unidade
Os preços variam entre 25 e 33 euros, conforme o corte e o peso.




Um projecto com peso institucional

A inauguração ocorrida ontem, contou com a presença de Rui Costa, presidente do Benfica, e de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. No seu discurso, Rui Costa sublinhou que a recuperação do edifício representa “um acto de respeito pela história do clube”, agora aberta não só aos adeptos, mas também a quem procura uma experiência urbana diferente na Baixa lisboeta.

Mais do que um hotel temático, o 1904 Benfica Hotel afirma-se como um novo ponto de encontro entre património, cidade, gastronomia e lifestyle, onde se dorme rodeado de história e se janta num dos restaurantes mais icónicos de Lisboa — tudo no mesmo endereço.

Estão de parabéns o SL Benfica; o Café de São Bento, a FLH Hotels - cadeia portuguesa de hotéis-boutique, com unidades em Lisboa, Porto e Ericeira - e, naturalmente, a cidade de Lisboa que ganha um novo e icónico local de pernoita e animação.