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Vendas recuam no final de 2025 mas valor total transacionado cresceu 5,9%

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Vendas recuam no final de 2025 mas valor total transacionado cresceu 5,9%

14 de abril de 2026

No último trimestre de 2025, foram transacionados 43.084 alojamentos familiares, num montante global de 10.775 milhões de euros. Enquanto o número de transações recuou 4,7% em termos homólogos, o valor total transacionado cresceu 5,9%, revelam os últimos dados divulgados pelo INE - Instituto Nacional de Estatística. Os resultado mostram que esta divergência é consistente com a trajectória de valorização dos preços, evidenciada pelo Índice de Preços da Habitação, que registou um crescimento expressivo de 18,9%, em termos homólogos.

A informação avançada pela conjuntura da construção da AICCOPN, indica também que relativamente ao licenciamento de novos fogos, o mês de Janeiro de 2026 evidenciou uma contração de 16,9%, fixando-se em 3.343 habitações. Esta tendência é igualmente visível na área licenciada para fins habitacionais, que recuou 24,5%, em contraste com a dinâmica positiva do segmento não residencial, que apresentou um aumento de 31,1%. 

Quanto ao Índice de Custos de Construção de Habitação Nova, manteve-se a trajectória ascendente, com uma subida homóloga de 3,7% em Janeiro. Este aumento foi impulsionado sobretudo pela componente da mão-de-obra, que cresceu 7,2%, enquanto os preços dos materiais registaram uma variação mais contida de 0,8%. Não obstante, importa acompanhar a evolução desta última componente nos próximos meses, tendo em conta a recente subida dos custos da energia, em particular do gasóleo. Nos primeiros dois meses de 2026, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 561,5 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição homóloga de 9,8%, face às 622,8 mil toneladas observadas no mesmo período do ano anterior. 

No mercado das Obras Públicas, o ano de 2026 arrancou sob pressão. O valor global dos concursos promovidos registou uma quebra de 49%, sinalizando um abrandamento do investimento público. Esta evolução é também visível ao nível dos contratos celebrados e reportados no Portal Base, que totalizaram 467 milhões de euros, o que se traduziu numa redução homóloga de 35%, ainda que este período seja tradicionalmente marcado por alguma volatilidade.

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