Depois de 21 anos a liderar a AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional, Manuel Reis Campos dá agora lugar a Ricardo Gomes, que ocupava a vice-presidência da Associação.
O mercado da reabilitação urbana em Portugal entrou em 2026 com sinais de desaceleração, interrompendo a trajectória de crescimento observada nos últimos anos.
O sector da construção iniciou 2026 com sinais de desaceleração, reflectidos na redução do número de licenças emitidas. Ainda assim, o mercado da habitação mantém-se pressionado.
Concursos de Obras Públicas promovidos totalizaram 1.982 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano e os Contratos de Empreitada celebrados atingiram 956 milhões de euros.
No último trimestre de 2025, foram transacionados 43.084 alojamentos familiares, num montante global de 10.775 milhões de euros. Enquanto o número de transações recuou 4,7% em termos homólogos, o valor total transacionado cresceu 5,9%.
Em Janeiro, foram emitidas 1.588 licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais, o que traduz uma diminuição de 14,1% face a Janeiro do ano anterior, revela a AICCOPN.
De acordo com os dados mais recentes do inquérito mensal da AICCOPN, o mercado da Reabilitação Urbana registou uma dinâmica mais moderada em Fevereiro, reflectindo um ritmo de crescimento mais contido face aos meses anteriores.
Entre Janeiro e Fevereiro, foram promovidos 776 concursos de obras públicas, num investimento na ordem dos 861 milhões de euros. Estes valores traduzem um recuo homólogo de 35% e de 49% no valor global.
"Actualmente, estima-se um défice de 80 a 90 mil profissionais no sector da construção, um factor que condiciona a capacidade de resposta das empresas", avança Reis Campos, presidente da AICCOPN.
Em 2025, foram emitidas 19.817 licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais, representando um incremento de 3,3% face ao ano anterior, revela a Síntese Estatística da Habitação da AICOOPN.