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Stratesys apresenta seis tendências tecnológicas que estão a transformar da construção

8 de abril de 2026

A digitalização deixa de ser um facilitador para se tornar um factor estrutural de competitividade num contexto de elevada pressão operacional. A integração de dados, a inteligência artificial e os modelos preditivos vão redefinir a gestão de projectos no sector.

A Stratesys, multinacional tecnológica especializada em transformação digital, destaca que, nos próximos anos, se verificará uma clara diferenciação entre as empresas que digitalizaram os seus processos e aquelas que conseguiram transformar os dados dos projetos em decisões operacionais e financeiras em tempo real, consolidando modelos de gestão mais avançados e resilientes.

A multinacional explica ainda que o sector da construção enfrenta 2026 num contexto de máxima exigência, marcado pela pressão sobre as margens, pelo aumento dos custos, especialmente na energia e nos materiais, pela volatilidade na cadeia de abastecimento e pela escassez de talento qualificado. A estes factores soma-se o aumento da complexidade dos projectos e um enquadramento regulatório cada vez mais exigente, o que está a obrigar as empresas a repensar os seus modelos operacionais.

Neste cenário, a tecnologia deixou de ser um elemento de apoio para se afirmar como um factor estrutural de competitividade, controlo e eficiência operacional. 

Neste contexto, a Stratesys identifica seis tendências-chave que estão a marcar a agenda tecnológica do sector da construção em 2026:

1. Plataformas colaborativas como núcleo da gestão de projecto

A fragmentação histórica do sector evolui para modelos assentes em plataformas colaborativas que centralizam toda a informação do projecto. Estas soluções afirmam-se como o eixo operacional da obra, integrando planeamento, controlo económico, qualidade, segurança e documentação. O seu principal valor reside em alinhar todos os intervenientes, gabinete técnico, obra, subempreiteiros e cliente, sob uma única versão da realidade, reduzindo erros e acelerando a tomada de decisão.

2. Integração real entre obra e sistemas corporativos (ERP)

A desconexão entre a execução do projecto e os sistemas financeiros começa a desaparecer graças a integrações robustas entre plataformas de obra e sistemas ERP. Este avanço permite uma rastreabilidade completa, desde o orçamento inicial até ao fecho do projecto, melhorando o controlo de custos, certificações e previsões, e eliminando processos manuais.

3. Estandardização de processos e modelos de dados

A industrialização do sector assenta na estandardização de processos e modelos de dados, permitindo comparar projectos, reutilizar conhecimento e escalar boas práticas. Esta abordagem facilita a automatização e a análise avançada, criando uma linguagem comum em organizações com múltiplas obras em simultâneo.

4. Inteligência artificial aplicada a dados reais de projecto

A inteligência artificial atinge uma fase de maturidade no setor, com uma abordagem prática baseada na sua integração em plataformas e sistemas existentes. Os casos de uso mais relevantes centram-se na previsão de desvios, análise de risco, automatização de tarefas administrativas e apoio à decisão em obra, sempre com base em dados fiáveis e recolhidos em tempo real.

5. Controlo económico preditivo e gestão proactiva do projecto

O acesso a dados integrados impulsiona a evolução para modelos de controlo económico preditivo. As empresas mais avançadas utilizam esta informação para antecipar desvios de custos e prazos, passando de uma gestão reativa para uma gestão proativa que alinha execução, finanças e estratégia.

6. O fator humano e a adoção como aceleradores da mudança

Para além da tecnologia, o sucesso da transformação depende da sua adoção no contexto operacional. As organizações líderes estão a dar prioridade à usabilidade, à formação e à integração das ferramentas no dia a dia das equipas de obra, conscientes de que a transformação digital só gera impacto quando é efectivamente aplicada no terreno.

“A transformação do sector da construção passa por integrar a tecnologia no centro da operação, ligando dados, processos e pessoas. Apenas as empresas que consigam converter a informação dos projetos em decisões em tempo real estarão preparadas para responder com sucesso aos desafios de rentabilidade, eficiência e sustentabilidade exigidos pelo mercado”, salienta Pablo Meijide, sócio-diretor de Infraestruturas, Construção e Real Estate na Stratesys.

Estas tendências reflectem uma mudança estrutural no sector, onde a digitalização já não é uma vantagem competitiva, mas sim uma condição essencial para operar num contexto cada vez mais exigente, dinâmico e orientado para a eficiência.