
Sector de logística e transportes moderará o seu crescimento na Europa
De acordo com o mais recente relatório divulgado pela Crédito y Caución, o sector global dos transportes consolida níveis de crescimento com uma previsão de aumento da produção mundial de 4,1% em 2025 e de 3,7% em 2026, enquanto na zona euro a estimativa é de 2%. Este crescimento baseia-se na expansão da indústria transformadora no continente americano, na Ásia-Pacífico e na Europa, bem como no aumento da procura dos consumidores.
Entre os subsectores, o transporte terrestre e a armazenagem são os segmentos que registarão os piores resultados, com 3,7%, enquanto a recuperação do transporte aéreo proporcionará um certo impulso chegando a 6%. Isto deve-se ao facto de os preços do transporte marítimo em rotas importantes terem aumentado substancialmente devido a desafios geopolíticos, como a crise do Mar Vermelho, que elevaram os custos operacionais do sector. Ao mesmo tempo, o transporte aéreo de mercadorias está a beneficiar do aumento da procura e do crescimento do comércio electrónico.
No entanto, a política tarifária dos Estados Unidos pode pôr em risco este crescimento se as tarifas anunciadas para o México, Canadá ou China forem finalmente aplicadas. Além disso, o governo dos EUA encarregou a sua equipa económica de impor tarifas recíprocas a todos os países que tributem as importações dos EUA. Embora o cenário ainda seja incerto, eventuais medidas de retaliação por parte dos mercados afetados poderão prejudicar seriamente o dinamismo do sector, em especial do transporte marítimo.
A par disto, existem outros riscos como a volatilidade do preço do petróleo, com forte impacto nas margens das empresas de transporte e logística em todos os segmentos.
No que diz respeito à União Europeia, a Crédito y Caución prevê um crescimento de 2,0% no sector em 2025, suportado pelo aumento do consumo das famílias que terá impacto no aumento do transporte marítimo. Por outro lado, as exportações terão um dinamismo modesto em 2025 e 2026, em comparação com os níveis históricos, dados os problemas de competitividade que os fabricantes enfrentam actualmente. Outra fraqueza do sector na zona euro é a deterioração das relações comerciais com os EUA.