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Reserva natural marinha D. Carlos

Reserva natural marinha D. Carlos

Reserva natural marinha D. Carlos em consulta pública

23 de janeiro de 2026

Está em consulta pública no portal Participa.pt, até 6 de Março, a criação da Reserva natural marinha D. Carlos com cerca de 173 mil km2 — quase duas vezes a área terrestre de Portugal e estendendo-se entre a Madeira e o Alentejo.

Na página oficial do Governo, é comunicado que a nova reserva marinha integra alguns dos mais relevantes montes e bancos submarinos do Atlântico Nordeste, reconhecidos pela sua elevada produtividade e importância para espécies vulneráveis, migratórias e de elevado valor ecológico.

Esta será uma das maiores áreas marinhas protegidas da União Europeia, levando Portugal a atingir os 25% de área marinha sob sua jurisdição protegida, reforçando a ambição nacional de cumprir o objectivo de proteger 30% do oceano atá 2030, tal como previsto no Quadro Global da Biodiversidade Kunming–Montreal, no âmbito da Convenção sobre a Diversidade Biológica, e na Estratégia de Biodiversidade da União Europeia.

Também será reforçada a protecção e classificação do Banco de Gorringe enquanto Zona Especial de Conservação (cujo Plano de Gestão é agora também sujeito a consulta pública), prevendo-se medidas com vista a` melhoria do seu estado ecológico e redução das pressões que existem sobre os recursos marinhos.

O regime de protecção proposto salvaguarda as pescas com artes artesanais, altamente selectivas e de baixo impacto ambiental, com forte enraizamento histórico e relevante impacto socioeconómico, e é uma oportunidade para atrair investimentos sustentáveis, que valorizem a ciência e os serviços dos ecossistemas marinhos.

O executivo explica que a designação da reserva presta homenagem ao Rei D. Carlos, fundador da oceanografia em Portugal, cuja investigação pioneira abrangeu o mar profundo. Entre 1896 e 1904, liderou doze campanhas científicas que permitiram identificar espécies, cartografar fundos marinhos e estudar correntes oceânicas. O seu contributo permanece uma referência para a ciência nacional.

Este processo teve por base o melhor conhecimento disponível, reflectindo os resultados de múltiplas campanhas oceanográficas nacionais e internacionais, no âmbito de projetos de investigação dedicados aos ecossistemas marinhos envolvendo diversas instituições públicas e privadas, bem como universidades e centros de investigação.