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Casa - Habitação - Freepik

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Rendas sobem 16% num ano e atingem novo máximo de 1.450 euros em Janeiro

29 de janeiro de 2026

A renda média nacional alcançou 1.450 euros em Janeiro, reflectindo uma subida de +7,4% face a Dezembro 2025 (1.350 euros) e um aumento de +16% em termos homólogos (1.250 euros), refere o Barómetro do Imovirtual.

De acordo com o portal imobiliário, a evolução confirma a continuidade da pressão no mercado de arrendamento, com subidas generalizadas e poucos sinais de abrandamento.

No Norte, a renda média regional fixa-se nos 800 euros (€), mantendo-se inalterada face ao mês anterior e 6,7% acima do valor registado em Janeiro de 2025. O Porto reforça a liderança regional ao atingir 1.150€, após um crescimento mensal e anual de +4,5%. Braga mantém-se nos 950€, estável no mês e com uma valorização homóloga de +5,6%. Aveiro permanece nos 900€, sem variação mensal nem anual, enquanto Viana do Castelo se mantém nos 800€, igualmente estável face a dezembro e a janeiro do ano passado. Entre os distritos com maior consolidação, Vila Real fixa-se nos 600€ (+12,1% anual) e Viseu nos 700€ (+7,7%). Em sentido inverso, Bragança regista uma correção mensal para 550€ (-15,4%), embora permaneça +15,8% acima do valor observado em janeiro de 2025.

No Centro, a renda média mantém-se nos 800€, com uma subida anual de +5,3%. Lisboa continua a destacar-se como o distrito mais caro do país, ao atingir 1.800€, após uma subida mensal de +4% e homóloga de +5,9%. Coimbra mantém-se nos 800€, mas evidencia uma valorização anual significativa de +11,1%, enquanto Santarém sobe para 800€, com um crescimento mensal de +1,3% e anual de +6,7%.
Leiria regista um ajustamento mensal para 850€ (-5,6%), mantendo ainda crescimento em termos homólogos (+6,3%). A Guarda apresenta um comportamento volátil, ao subir para 490€ em Janeiro (+8,9% face a Dezembro), mas mantendo-se 23,4% abaixo do valor registado em Janeiro de 2025 (640€).

No Sul, a pressão é mais evidente. A renda média regional sobe para 1.200€, refletindo uma valorização mensal de +9,1% e anual de +20%. Évora acompanha esta trajetória e fixa-se igualmente nos 1.200€ (+9,1% no mês; +20% em termos homólogos), enquanto Setúbal avança para 1.250€, após uma subida mensal e anual de +4,2%, reforçando a pressão na área metropolitana alargada de Lisboa. Faro mantém-se entre os distritos mais caros do país, nos 1.300€, estável face a Dezembro, mas com uma valorização anual de +8,3%. Já Portalegre sobe para 610€ (+10,9% mensal; +1,7% anual), enquanto Beja recua para 750€ em termos mensais (-6,3%), mantendo ainda um crescimento homólogo de +7,1%.

Nas regiões autónomas, a renda média regional recua para 850€, após as subidas expressivas registadas ao longo de 2025. Ainda assim, a Madeira volta a destacar-se, ao atingir 1.700€, após um aumento mensal de +21,4% e anual de +13,3%, mantendo-se entre os mercados mais pressionados do país. Em São Miguel, a renda permanece nos 1.200€, com uma valorização homóloga muito expressiva de +50%, enquanto a Terceira se fixa nos 700€, estável no mês, mas 12,5% abaixo do valor registado no mesmo período do ano anterior.