Em 2025, comprar casa exige até 27 anos de salário em alguns distritos, enquanto arrendar pode representar até 82% do rendimento mensal, evidenciando níveis elevados de pressão financeira no acesso à habitação, revela o Imovirtual.
O Imovirtual promove no próximo dia 25 de Fevereiro, em Albufeira, mais uma edição da Academia Imovirtual, iniciativa dirigida a profissionais do sector imobiliário.
A procura por habitação em Portugal está a deslocar-se dos grandes centros urbanos para concelhos do interior, que registaram crescimentos muito expressivos entre 2024 e 2025.
A renda média nacional alcançou 1.450 euros em Janeiro, reflectindo uma subida de +7,4% face a Dezembro 2025 (1.350 euros) e um aumento de +16% em termos homólogos, refere o Imovirtual.
Lisboa, Porto e Setúbal concentram o maior volume de anúncios e registam as quebras mais acentuadas na oferta para venda de casa, revela o Imovirtual. Já o arrendamento ganha expressão com crescimento superior a 18%.
Quem pensa em comprar casa em Portugal, tem de se preparar para um esforço financeiro mais prolongado, em média, 28,5 anos de rendas, indica o Imovirtual.
Comprar casa em Portugal custou, em média, 420.000 euros em 2025, mais 20% do que em 2024. No arrendamento, valores médios sobem para 1.300 euros, com aumentos mais expressivos em distritos tradicionalmente mais acessíveis, revela o barómetro do Imovirtual.
O preço médio das casas no Centro de Portugal subiu para 274.500 euros em Novembro, segundo o barómetro mensal do portal Imovirtual.
Segundo dados do Imovirtual, entre Janeiro e Outubro de 2025 o número de anúncios de apartamentos para arrendar aumentou 15,3% face ao mesmo período de 2024, passando de 97.971 para 112.960 imóveis anunciados no portal.
O preço médio das casas anunciadas situa-se nos 436,667€, enquanto o valor médio procurado pelos utilizadores ronda os 198.061€, o que representa um desfasamento de 82%. Em Lisboa ultrapassa os 100%.