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habitação - arrendar/vender - freepik

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Rendas descem 6% em outubro face a setembro, mas mantêm subida anual de 1%

3 de novembro de 2026

Os preços das casas para arrendar em Portugal subiram 1% em outubro, face ao mesmo mês de 2025, assinalando o quarto mês consecutivo de aumentos. Ainda assim, em termos mensais, as rendas recuaram 6% em comparação com setembro, segundo o índice de preços do idealista.

No final de outubro, o valor mediano das rendas fixou-se em 17,2 euros por metro quadrado (euros/m²), abaixo dos 18,3 euros/m² registados no mês anterior.

Aveiro lidera subidas entre as capitais de distrito

Os preços das casas para arrendar aumentaram em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. Aveiro registou a maior subida anual, de 14,2%, seguindo-se Évora (8,2%) e Santarém (7,6%). Bragança (6,1%), Viana do Castelo (5,9%) e Viseu (5,8%) também apresentaram aumentos expressivos.

As rendas subiram ainda em Leiria (4,5%), Vila Real (4,5%), Braga (4,2%), Funchal (4,1%), Setúbal (3,9%) e Lisboa (3,7%).

Em sentido contrário, Coimbra apresentou a maior descida, com uma quebra de 11,4%. Seguiram-se Faro (-9,1%), Castelo Branco (-7,9%) e Porto (-5,6%).

Apesar da subida anual mais moderada, Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 23,8 euros/m². Seguem-se o Porto, com 18,3 euros/m², e o Funchal, com 16,5 euros/m². Faro (15 euros/m²), Setúbal (13,7 euros/m²), Aveiro (13,5 euros/m²) e Évora (12,4 euros/m²) completam o grupo das cidades com rendas mais elevadas.

No extremo oposto, Castelo Branco continua a ser a capital mais económica, com 7 euros/m², seguida de Bragança (7,5 euros/m²) e Vila Real (7,6 euros/m²).

Beja regista maior subida entre distritos

Na análise por distritos e ilhas, os preços das casas para arrendar aumentaram em 15 dos 19 territórios considerados e diminuíram nos restantes quatro.

Beja destacou-se com a maior subida anual, de 29,3%. Seguiram-se Aveiro (9,4%), Leiria (8,9%), Bragança (8,5%), Évora (7,6%), ilha da Madeira (5,8%) e Santarém (5,4%).

Também foram registados aumentos na Guarda (5,1%), Braga (5,1%), Setúbal (4,4%), Lisboa (4,1%), Faro (3,5%), Viseu (2,9%), Portalegre (1,9%) e Castelo Branco (0,9%).

Coimbra apresentou a maior descida entre distritos, com uma redução de 8,1%, seguida do Porto (-5,1%), Vila Real (-3,2%) e Viana do Castelo (-1,3%).

Lisboa continua a liderar a lista dos territórios mais caros, com uma renda mediana de 21,5 euros/m². Faro ocupa a segunda posição, com 18 euros/m², seguido do Porto e da ilha da Madeira, ambos com 15,8 euros/m². Setúbal surge a seguir, com 14,5 euros/m².

A Guarda apresenta os preços mais baixos, com 6,2 euros/m², seguida de Portalegre e Bragança, ambos com 7,1 euros/m².

Alentejo lidera aumentos regionais

Na análise regional, os preços das rendas subiram em seis das sete regiões consideradas pelo idealista. A única exceção foi o Norte, onde se registou uma descida anual de 6,6%.

O Alentejo apresentou a maior subida, de 12,2%, seguido da Região Autónoma dos Açores (7,1%) e da Região Autónoma da Madeira (5,8%). A Área Metropolitana de Lisboa registou um aumento de 3,8%, enquanto o Algarve subiu 3,5% e o Centro 2,4%.

A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 20,8 euros/m². Seguem-se o Algarve, com 18 euros/m², a Madeira (15,7 euros/m²) e o Norte (14,1 euros/m²).

O Alentejo apresenta um valor mediano de 11,6 euros/m², os Açores de 11,2 euros/m² e o Centro mantém-se como a região mais económica, com 10,2 euros/m².

Idealista atualiza metodologia do índice

Os dados têm por base o índice de preços imobiliários do idealista, cuja metodologia foi atualizada para acompanhar as alterações do mercado. Entre as mudanças estão novos filtros para identificar e excluir anúncios de arrendamento sazonal ou de férias, que não representam o mercado residencial convencional, e o reforço dos mecanismos estatísticos de deteção de valores anómalos.

A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, de forma a assegurar a comparabilidade dos dados. O índice considera os preços de oferta anunciados na plataforma, com base na área construída, e utiliza a mediana dos anúncios considerados válidos em cada mercado. São excluídos anúncios atípicos, com preços fora do mercado ou sem interação dos utilizadores durante determinado período. A análise passou também a incluir a tipologia de moradias unifamiliares.