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Renda mediana de novos contratos de arrendamento sobe para 7,97 €/m2 em 2024
No 4.º trimestre de 2024, Guimarães (20,3%) registou a maior variação homóloga e Lisboa a maior renda mediana (16,04 €/m2).
Em 2024, a renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal foi 7,97 €/m2. Um dado algo enganador já que nas regiões de maior concentração urbana ela foi bem maior. Vejamos: nas sub-regiões da Grande Lisboa (13,06 €/m2), Península de Setúbal (9,99 €/m2), Região Autónoma da Madeira (9,60 €/m2), Algarve (9,41 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (8,85 €/m2), valores bem superiores à mediana nacional. Os dados foram hoje revelados pelo INE.
No 4.º trimestre de 2024 a renda mediana dos 24 445 novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu 8,43 €/m2. Este valor representa um crescimento homólogo de 9,3%, inferior ao observado no trimestre anterior (9,8%). Quando comparado com o 4.º trimestre de 2023, o número de novos contratos de arrendamento aumentou 3,4%.
Regiões
Em relação ao trimestre homólogo (4.º trimestre de 2023), a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, com excepção de Terras de Trás-os-Montes (-7,6%). As rendas mais elevadas registaram-se na Grande Lisboa (13,49 €/m2), no Algarve (10,39 €/m2), na Península de Setúbal (10,35 €/m2), na Região Autónoma da Madeira (10,19 €/m2) e na Área Metropolitana do Porto (9,31 €/m2).
No 4.º trimestre de 2024, verificou-se um aumento homólogo da renda mediana nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, destacando-se Guimarães (20,3%) com a maior variação homóloga e Lisboa com a maior renda mediana (16,04 €/m2), embora com uma taxa de variação homóloga (3,4%) inferior à nacional (9,3%). 14 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes apresentaram taxas de variação homóloga do número de novos contratos superiores à nacional (3,4%), destacando-se o Vila Nova de Gaia (26,5%), com a maior variação.