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Procura para arrendar casa cresce 5% no final de 2025

Santarém - Foto CMS

Procura para arrendar casa cresce 5% no final de 2025

20 de janeiro de 2026

Apesar do aumento de 0,9% no preço das rendas em Portugal no quarto trimestre de 2025, a procura por casas para arrendar manteve-se elevada, revela o idealista. De acordo com a plataforma cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 22 contactos antes de ser retirado da plataforma. Este valor representa uma subida de 5% face ao mesmo período de 2024, quando cada imóvel recebia cerca de 21 contactos.

Na opinião de Ruben Marques, porta-voz do idealista, "a ligeira subida do número médio de contactos por anúncio no final de 2025, a nível nacional, confirma que a procura por habitação para arrendamento se mantém elevada. Este comportamento indica que o interesse das famílias continua forte, sem sinais de um abrandamento significativo. Ainda assim, os valores das rendas continuam em patamares elevados, fora do alcance de uma parte significativa da população portuguesa.".

Cidades com maior procura

No quarto trimestre de 2025, as capitais portuguesas onde registaram maior média de contactos por anúncio foram Santarém, com 34 contactos, seguida de Leiria (29) e Évora (27) e Setúbal (27). Beja e Ponta Delgada surgem logo a seguir, com uma média de 26 contactos por anúncio.

Com níveis elevados de procura encontram-se ainda Faro e Castelo Branco (24), seguidos pelo Funchal (23) e Viseu (22). Guarda registou 21 contactos, enquanto Lisboa e Bragança ficaram nos 20.

Num patamar intermédio surgem Braga e Coimbra (17), bem como Vila Real (17). Porto registou 14 contactos por anúncio e Aveiro ficou nos 13. As cidades com menor procura no período analisado foram Portalegre (13) e Viana do Castelo (10).

Evolução face ao mesmo período do ano anterior
A média de contactos por anúncio aumentou em 10 capitais e diminuiu em 10, evidenciando uma evolução desigual entre mercados. As maiores subidas registaram-se em Évora (50%), Beja (30%) e Funchal (28%). Destacam-se ainda Viseu (22%), Leiria (21%), Castelo Branco (20%) e Porto (17%). Crescimentos mais moderados foram observados em Faro (9%), Ponta Delgada (8%) e Lisboa (5%).

A maior quebra ocorreu em Portalegre, com uma descida muito acentuada de 63%. Seguem-se Aveiro (-24%), Bragança (-23%), Vila Real (-19%), Setúbal (-16%) e Coimbra (-15%). Também se registaram recuos em Viana do Castelo (-9%), Santarém (-8%), Braga (-6%) e Guarda (-5%).