
Comprar casa
Preços das casas sobem para 443.200 euros em Fevereiro
Em Fevereiro, os preços das casas sobem para 443.200 euros e rendas mantêm-se nos 1.500 euros. A venda cresce 12% num ano enquanto arrendamento estabiliza em máximos históricos, revela o Barómetro do Imovirtual.
De acordo com o portal imobiliário, no mercado de compra, o preço médio nacional atingiu 443.200 euros em Fevereiro de 2026, refletindo uma subida mensal de +1,9% face aos 435.000 euros de Janeiro e uma valorização anual de +12% face aos 395.900 euros de Fevereiro de 2025. A trajetória confirma a continuidade da valorização no mercado residencial.
O preço médio na região Norte manteve-se nos 300.000 euros, com crescimento anual de +9,1%. O Porto recuou para 409.900 euros (-2,4%), mas permanece +5,9% acima do valor homólogo. Braga fixou-se nos 369.900 euros (-1,4%), mantendo uma valorização anual de +12,1%. Aveiro manteve os 375.000 euros (+9,5%). Viseu atingiu 232.800 euros (+0,2%), destacando-se pela valorização anual de +19,4%. Vila Real recuou para 185.000 euros (-2,1%), mantendo crescimento anual de +8,2%. Viana do Castelo permaneceu nos 300.000 euros (+9,1%), enquanto Bragança se fixou nos 120.000 euros (+4,3%).
O Centro registou 279.500 euros (-1,4%), mas apresentou crescimento anual expressivo de +22,9%. Castelo Branco destacou-se pela subida mensal de +11,2%, atingindo os 109.000 euros, com valorização anual de +25,3%. Coimbra fixou-se nos 289.000 euros (-0,3%), mas +23% face a 2025. Leiria recuou para 338.000€ (-3,4%), mantendo crescimento anual de +20,7%. Santarém registou 270.000 euros (-2,5%), mas apresentou uma subida anual de +22,7%. Lisboa situou-se nos 641.000 euros (-1,4%), mantendo uma valorização anual de +6,8%. A Guarda desceu para 100.000 euros (-6,1%), mas permanece +2,6% acima do valor homólogo.
No Sul, o preço médio regional subiu para 275.000 euros (+1,9%), com crescimento anual de +10%. Faro manteve-se como o distrito mais caro da região, fixando-se nos 585.500 euros (-0,8%), mas com valorização anual de +18,3%. Setúbal registou 470.000 euros (-4,1%), mantendo crescimento anual de +5,6%. Évora fixou-se nos 275.000 euros (+1,9%), com subida anual de +10%. Beja registou 195.000 euros (-2,4%), mas +14,7% face a 2025, enquanto Portalegre se situou nos 132.900 euros (-4,0%), mantendo crescimento anual de +10,8%.
A renda média nacional fixou-se nos 1.500 euros em Fevereiro de 2026
Segundo o Barómetro o arrendamento manteve-se estável face a Janeiro e registando um crescimento homólogo de +20% face aos 1.250 euros praticados em fevereiro de 2025. Apesar da estabilização mensal, os valores continuam em máximos históricos, refletindo a pressão acumulada ao longo do último ano.
Norte
No Norte, a renda média regional recuou para 800 euros (-5,9% mensal), permanecendo ainda +6,7% acima do valor homólogo. O Porto manteve-se nos 1.200 euros, estável no mês e +4,3% face a 2025. Braga fixou-se nos 945 euros (-0,5%), mantendo a subida anual de +5%. Viana do Castelo desceu para 800 euros (-5,9%), mas continua +6,7% acima do ano anterior. Aveiro registou 900 euros (-2,4%), com estabilidade anual, enquanto Vila Real manteve os 600 euros, destacando-se pela valorização homóloga de +20%, uma das mais expressivas da região. Bragança fixou-se nos 550 euros, estável face ao ano anterior, e Viseu permaneceu nos 700 euros, sem variação mensal ou anual.
No Centro, a renda média regional desceu para 800 euros (-3%), mantendo crescimento homólogo de +3,2%. Lisboa continua a ser o distrito mais caro no arrendamento, com 1.800 euros, estável no mês e +5,9% em termos anuais. Leiria fixou-se nos 900 euros, com subida anual de +12,5%, enquanto Coimbra manteve os 800 euros (+6,7%). Santarém recuou para 800 euros (-5,9%), mantendo estabilidade anual. A Guarda registou 525 euros (-8,7%), mas permanece +5% face a 2025. Castelo Branco apresentou uma das maiores correções mensais, descendo para 568 euros (-11%), e apresenta ligeira variação anual negativa (-1,3%).
No Sul, a renda média regional fixou-se nos 1.150 euros (-4,2%), mantendo uma valorização anual expressiva de +16,2%. Faro recuou para 1.300 euros (-3,7%), mas continua +8,3% acima do valor homólogo. Setúbal manteve-se nos 1.250 euros, estável no mês e +4,2% em termos anuais. Évora fixou-se nos 1.150 euros (-4,2%), mas com forte subida anual de +16,2%. Portalegre desceu para 565 euros (-5,8%), mantendo crescimento anual de +13%, enquanto Beja fixou-se nos 700 euros (-6,7%), registando também descida anual (-12,5%).
Fevereiro confirma um mercado a dois ritmos. O arrendamento apresenta sinais de estabilização mensal, mas permanece em níveis historicamente elevados, mantendo a pressão sobre as famílias. Em paralelo, o mercado de venda continua a registar valorização consistente, apesar de ajustamentos pontuais em alguns distritos, refletindo uma procura resiliente e uma oferta estruturalmente limitada.
"A estabilização das rendas não deve ser confundida com um alívio no mercado pois os valores continuam altos para os padrões médios dos portugueses. Ao mesmo tempo, o mercado de venda continua a valorizar, o que demonstra que a procura se mantém resiliente e que a pressão estrutural sobre a habitação ainda não diminuiu", afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.













