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 Crédito à habitação na CGD registou 5,8 mil milhões em 2025 mais 40% do que em 2024

 

Crédito à habitação na CGD registou 5,8 mil milhões em 2025 mais 40% do que em 2024

27 de fevereiro de 2026

A produção de crédito à habitação registou 5,8 mil milhões de euros em 2025, mais 40% do que no período homólogo de 2024, para um total aproximado de 28,2 mil milhões de euros e uma quota de mercado neste segmento de 24% do total.

Na apresentção dos seus resultados de 2025, a instituição bancária avançou ainda que um em cada três jovens que recorreu à garantia pública contraiu o seu crédito à habitação junto da CGD em 2025, revelou o presidente executivo, Paulo Macedo.

Até agora, ascende a 1,5 mil milhões de euros o valor do crédito à habitação concedido pelo banco com garantia pública, referente a um total de 7.500 operações contratadas.

Neste segmento, a quota da CGD é de 28,9% do total.

Segundo Paulo Macedo, a CGD atribuiu em 2025 crédito para a compra da primeira casa a 7.395 famílias jovens com garantia pública, "que de outra maneira não teriam acesso a uma casa", por não disporem de uma quantia para dar de "entrada".

Contudo, o número de famílias jovens que contraiu crédito na CGD, durante o ano passado, sem garantia pública, ascendeu a 10.076 o que, em sua opinião, permite concluir que "não é a garantia pública que faz aumentar o preço das casas" em Portugal.

Acrescentou que as taxas de esforço das famílias jovens "são mais altas quando há garantia pública", mas a diferença não é muito significativa em relação aos agregados que não utilizam a garantia.

O presidente executivo da CGD disse ainda que a garantia pública "não vai resolver a assimetria na oferta de habitação", mas que terá de ser o Governo a decidir se prolongará para lá do final de 2026.

Na garantia pública no crédito à habitação para jovens, cada banco tem uma quota que pode utilizar para atribuir empréstimos parcialmente garantidos pelo Estado, sendo a quota inicial atribuída à CGD de 258 milhões de euros.

Em janeiro, o Governo anunciou que aprovou um reforço da garantia pública em 250 milhões de euros para a CGD.

A garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.

CGD com os maiores lucros de sempre

No global, a CGD apresentou lucros de 1.904 milhões de euros em 2025, os maiores de sempre e mais 10% face a 2024.

O presidente executivo, Paulo Macedo, disse que referente ao ano passado serão pagos em dividendos ao Estado 1.250 milhões de euros, o que disse ser provavelmente o dividendo "maior de sempre da banca portuguesa".

Em 2025, a margem financeira (diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos) caiu 10% para 2.503 milhões de euros, num contexto de redução das taxas de juro, enquanto as comissões aumentaram 1% para 587 milhões de euros.

Os resultados de operações financeiras mais do que duplicaram para 335 milhões de euros, devido sobretudo à venda da participação da CGD ao Estado na empresa Águas de Portugal (ganho de 188 milhões de euros).

LUSA/DI