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Preços das casas sobem 7,5% em outubro e atingem novo máximo histórico

 

Preços das casas sobem 7,5% em outubro e atingem novo máximo histórico

2 de novembro de 2026

Os preços das casas à venda em Portugal aumentaram 7,5% em outubro de 2026, face ao mesmo mês do ano passado, atingindo um novo máximo histórico. De acordo com o índice de preços do idealista, o valor mediano nacional fixou-se nos 3.249 euros por metro quadrado (euros/m²) no final do mês. Em termos trimestrais, a subida foi de 1,2%.

A valorização foi transversal às capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, com aumentos nas 20 cidades consideradas. Vila Real, Guarda e Beja registaram as maiores subidas anuais, enquanto Lisboa continuou a destacar-se como a cidade mais cara para comprar casa.

Vila Real, Guarda e Beja lideram subidas nas capitais de distrito

Em outubro, Vila Real apresentou a maior valorização anual entre as capitais de distrito e regiões autónomas, com os preços das casas a aumentarem 20,3%. Seguiram-se a Guarda, com 18,4%, Beja, com 17,6%, Leiria, com 16,9%, e Faro, com 15,5%.

Também Bragança registou uma subida expressiva, de 13,3%, seguida de Viseu (12,9%), Santarém (12,7%), Ponta Delgada (11,7%) e Castelo Branco (10,5%). Évora (10,3%), Braga (10,2%) e Coimbra (9,5%) também apresentaram aumentos próximos ou superiores a 10%.

As menores valorizações ocorreram em Funchal, onde os preços subiram 3,4%, Lisboa (3,9%), Viana do Castelo (6,1%), Portalegre (6,4%) e Porto (7%).

Apesar de ter registado uma das subidas anuais mais moderadas, Lisboa manteve-se como a cidade mais cara do país para comprar casa, com um preço mediano de 6.248 euros/m². Seguiram-se o Porto, com 4.339 euros/m², o Funchal (4.045 euros/m²), Faro (3.944 euros/m²) e Setúbal (3.227 euros/m²).

No extremo oposto, Castelo Branco continuou a ser a capital de distrito mais acessível, com um preço mediano de 1.119 euros/m². Seguiram-se Portalegre, com 1.128 euros/m², Bragança (1.147 euros/m²), Guarda (1.153 euros/m²) e Vila Real (1.551 euros/m²).

Porto Santo e ilha Terceira registam maiores valorizações

A análise por distritos e ilhas mostra que os preços aumentaram em quase todos os territórios considerados. A exceção foi a ilha do Faial, onde se verificou uma descida anual de 4,9%.

A ilha de Porto Santo liderou as valorizações, com uma subida de 25%, seguida da ilha Terceira, com 24,5%. Entre os distritos do continente, destacaram-se Portalegre, com 23,6%, Évora (21,5%), Santarém (19,7%), Beja (16,8%) e Guarda (15,9%).

Viseu registou uma valorização de 15,2%, Aveiro de 14,4%, a ilha do Pico de 13,8%, Braga de 13,3%, Castelo Branco de 13,2%, Leiria de 13,1% e Vila Real de 12,5%.

As subidas mais moderadas, excluindo a descida registada no Faial, ocorreram na ilha de Santa Maria, com 0,2%, na ilha da Madeira (3,7%), na ilha de São Jorge (5,5%), em Lisboa (6,2%) e em Bragança (7,4%).

Em termos de preços medianos, Lisboa manteve-se como o distrito mais caro, com 4.835 euros/m². Faro ocupou a segunda posição, com 4.231 euros/m², seguido da ilha de Porto Santo (4.167 euros/m²), da ilha da Madeira (3.765 euros/m²) e de Setúbal (3.504 euros/m²).

O Porto apresentou um preço mediano de 3.132 euros/m², enquanto a ilha de São Miguel registou 2.446 euros/m². No extremo inferior da tabela, a Guarda destacou-se como o território mais barato, com 751 euros/m², seguida de Bragança (871 euros/m²), Castelo Branco (1.037 euros/m²), Portalegre (1.081 euros/m²) e Vila Real (1.100 euros/m²).

Alentejo lidera valorização regional

A nível regional, os preços das casas à venda aumentaram em todas as regiões portuguesas nos últimos 12 meses. O Alentejo registou a maior subida, de 14,3%, seguido da Região Autónoma dos Açores, com 13,9%, e do Centro, com 12,5%.

No Algarve, os preços aumentaram 7,2%, enquanto na Área Metropolitana de Lisboa a valorização foi de 6,8%. A Região Autónoma da Madeira registou uma subida de 4,2% e o Norte apresentou o crescimento mais moderado, de 3,8%.

Apesar de não ter registado a maior valorização anual, a Área Metropolitana de Lisboa continuou a ser a região mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 4.525 euros/m². Seguiram-se o Algarve, com 4.231 euros/m², e a Região Autónoma da Madeira, com 3.779 euros/m².

O Norte apresentou um preço mediano de 2.601 euros/m², enquanto no Alentejo o valor se fixou em 2.228 euros/m². Nos Açores, o preço mediano foi de 2.141 euros/m². O Centro manteve-se como a região mais acessível, com 1.810 euros/m².

Índice do idealista foi atualizado

O idealista explica que atualizou a metodologia do seu índice de preços da habitação para acompanhar as alterações do mercado. Entre as mudanças, estão novos filtros destinados a identificar e excluir anúncios de arrendamento sazonal ou de férias, que não representam o mercado residencial convencional, e o reforço dos mecanismos estatísticos utilizados para detetar valores anómalos.

A nova metodologia foi aplicada retroativamente a toda a série histórica, com o objetivo de assegurar a comparabilidade dos dados.

O índice tem por base os preços de oferta dos imóveis anunciados na plataforma, calculados em função da área construída. A análise exclui anúncios atípicos ou com preços considerados fora do mercado e inclui moradias unifamiliares. São também retirados anúncios que permanecem na base de dados durante algum tempo sem registarem interação dos utilizadores.

O valor final corresponde à mediana dos preços dos anúncios considerados válidos em cada mercado, permitindo acompanhar a evolução dos valores pedidos pelos vendedores, não correspondendo necessariamente aos preços finais das transações realizadas.