CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Actualidade

 

Pousada da Juventude de Aveiro vai ser (também) residência de estudantes

7 de setembro de 2023

A Movijovem vai investir mais de um milhão de euros para ampliar e adaptar a Pousada da Juventude de Aveiro para residência de estudantes do ensino superior, no sentido de apoiar a resposta à falta de alojamento estudantil.

O concurso público para a elaboração da empreitada de “concepção-construção para a requalificação da Pousada de juventude de Aveiro, sob gestão directa da Movijovem”, foi publicado esta terça-feira em Diário da República.

A obra, com um prazo de execução de um ano, tem um preço base de 1,3 milhões de euros.

O vice-presidente da Movijovem, Tiago Rego, esclareceu que o apoio ao alojamento estudantil não visa acabar com as Pousadas de Juventude, adiantando que a unidade de Aveiro continuará a assegurar a sua missão de “apoio e promoção da mobilidade e do turismo juvenil, assumida em pleno durante os períodos não lectivos e de férias dos estudantes universitários”.


Foto booking


O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, disse que preferia a construção de uma nova Pousada da Juventude, num terreno que a Câmara estava disposta a oferecer, mas o Governo, através da Movijovem, entendeu que a construção de raiz implicava um investimento elevado.

“Gostávamos da demolição daquele edifício e da construção de um edifício novo e, para isso, disponibilizámos um terreno e parceria financeira da parte da Câmara para termos uma Pousada da Juventude também com a função de residência de estudantes, com qualidade e num sítio fantástico”, disse Ribau Esteves na última reunião de Câmara.

De acordo com o programa preliminar do caderno de encargos, o principal objectivo é o desenvolvimento de uma residência “moderna, sustentável, digital, social, acessível e inclusiva”.

A actual arquitetura da Pousada de Juventude de Aveiro dispõe de 17 unidades habitacionais, com capacidade máxima para alojar 73 pessoas, sala de convívio, instalações técnicas, instalações sanitárias de uso privado e coletivo.


Imagem DR


A adaptação do edifício para residência de estudantes do ensino superior passará por uma “profunda” reconfiguração arquitectónica dos seus espaços interiores e pelo reaproveitamento do terraço para ampliação da área útil para alojamentos.

No conjunto, a residência irá dispor, no mínimo, de 54 camas, distribuídas por 28 quartos, todos eles dotados de instalações sanitárias privativas.

Está também prevista a reformulação da cobertura, com recurso a sistemas construtivos inovadores que garantam a impermeabilização, bem como o isolamento térmico e acústico, optimizando a exposição solar prevendo a instalação de painéis solares para o aquecimento das águas do banho, bem como o aproveitamento das águas da chuva.

Lusa/DI