
Ocupação de escritórios cresce no arranque do ano
A ocupação de escritórios registou um desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com Lisboa a absorver cerca de 29.000 metros quadrados e o Porto 6.150 metros quadrados, segundo o mais recente relatório “Office Flashpoint” da JLL.
Os valores representam aumentos homólogos de 80% em Lisboa e de 43% no Porto face ao mesmo período de 2025. Ainda assim, a consultora alerta que a comparação é feita com um trimestre particularmente fraco e que os níveis actuais permanecem cerca de 40% abaixo da média trimestral do ano passado.
O desempenho do trimestre foi impulsionado sobretudo pelo mês de Março, responsável por 40% da actividade em Lisboa e 60% no Porto, com absorções de 11.700 m2 e 3.700 m2, respectivamente. Na capital, a Nova Zona de Escritórios concentrou a maior parte da procura, enquanto no Porto a liderança coube à Zona Empresarial.
Durante Março, todas as operações realizadas em ambos os mercados destinaram-se a ocupação imediata, destacando-se também o aumento de negócios de grande dimensão. Em Lisboa, três das 15 operações superaram os 1.000 m2, incluindo a ocupação de 4.659 m2 no Campo Novo pela Jerónimo Martins. No Porto, uma das nove operações ultrapassou este limiar, com 2.230 m2 no Viva Offices.
A tendência de procura por áreas maiores reflectiu-se no aumento da dimensão média das operações, que atingiu 741 m2 em Lisboa e 472 m2 no Porto, correspondendo a crescimentos de 48% e 21%, respectivamente.
No total do trimestre, Lisboa contabilizou 39 operações, dez das quais acima dos 1.000 m2, enquanto o Porto registou 13 negócios, incluindo duas operações de maior dimensão. Em termos setoriais, as empresas de tecnologia, media e telecomunicações (TMT’s & Utilities) foram as principais responsáveis pela procura nos dois mercados.
















