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Lisboa: Oposição acusa executivo de Carlos Moedas de falhas na habitação e higiene urbana

Carlos Moedas

Lisboa: Oposição acusa executivo de Carlos Moedas de falhas na habitação e higiene urbana

20 de abril de 2026

Seis meses após a reeleição de Carlos Moedas, os vereadores da oposição na Câmara Municipal de Lisboa acusam o executivo liderado pela coligação PSD/CDS-PP/IL de “incapacidade” para responder aos principais problemas da cidade, com destaque para a crise da habitação e a higiene urbana.

Em declarações à Lusa, representantes de PS, Livre, BE, PCP e Chega convergem nas críticas à governação municipal, apontando também falhas na mobilidade, educação e qualidade de vida, que consideram estar em “degradação”.

O PS sublinha que a habitação continua a ser a principal emergência social em Lisboa, com preços elevados a afastarem residentes, criticando a falta de respostas estruturais e o silêncio da autarquia face à venda de imóveis com potencial habitacional. Os socialistas apontam ainda problemas nos bairros municipais, escolas degradadas, perda de eficiência na mobilidade — com autocarros mais lentos e menos passageiros — e uma reforma da higiene urbana que classificam como insuficiente.

Para o Livre, os primeiros meses do segundo mandato revelam ausência de estratégia urbana e sinais de retrocesso, com agravamento das desigualdades e falta de investimento à escala necessária na habitação e na mobilidade sustentável.
 

O caso do acidente do elevador da Glória
Também o BE considera que a cidade enfrenta um agravamento dos problemas, desde a pressão turística à falta de melhorias na limpeza urbana, acusando o executivo de “paralisia” e de favorecer um modelo assente no turismo e no alojamento local.
O PCP fala em “incapacidade” para enfrentar problemas estruturais, criticando políticas que, na sua perspectiva, favorecem promotores imobiliários e reduzem receitas municipais, nomeadamente através da devolução de IRS, enquanto persistem carências em áreas como transportes, escolas e higiene urbana.

Já o Chega, embora mantenha abertura para colaborar no mandato, considera que os primeiros seis meses “não são promissores”, antecipando a continuidade de problemas na habitação, nas infraestruturas e nos serviços municipais.

Entre os temas referidos pela oposição está ainda o acidente no elevador da Glória, em setembro de 2025, cuja gestão e falta de conclusões públicas continuam a ser criticadas por PS e BE.

Contactado pela Lusa para um balanço, o executivo municipal não prestou declarações.
O actual executivo da Câmara de Lisboa é composto por 17 vereadores, incluindo oito eleitos pela coligação PSD/CDS-PP/IL, uma vereadora independente ex-Chega e representantes de PS, Livre, BE, PCP e Chega.

Lusa/DI

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