Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
HaierJPS Group 2024Porta da Frente
Actualidade
Legislação urbanística tem travado reanimação dos centros históricos

 

Legislação urbanística tem travado reanimação dos centros históricos

27 de março de 2026

A legislação urbanística e as regras de defesa do património têm sido um obstáculo à reanimação dos centros históricos, afirmou hoje, em Castelo Branco, Leonel Fadigas, um dos vencedores do Prémio Nacional "Memória e Identidade".

“Há alguns paradoxos que temos de ter a coragem de reverter. A legislação existente é, em alguns casos, obsoleta. E, em outros, ineficaz”, vincou Leonel Fadigas, uma das duas personalidades distinguidas hoje, em Castelo Branco, com o Prémio Nacional Memória e Identidade.

De igual modo, o padre Joaquim Ganhão foi também agraciado com este prémio atribuído pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH) que este ano escolheu a cidade de Castelo Branco para a entrega destes prémios no âmbito da comemoração oficial do Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses que decorre no sábado.

Leonel Fadigas agradeceu a atribuição deste prémio que anualmente distingue personalidades que deram o seu contributo para a valorização da memória histórica e do património cultural nacional.

“Este prémio não é pessoal. Foi construído com muita gente com quem trabalhei, discuti, aprendi e estudei. É o resultado de um esforço que resultou do olhar para o território”, disse.

O agraciado realçou a importância da presença de pessoas nos centros históricos: “O mais importante são as pessoas”.

Leonel Fadigas sublinhou que, caso não haja uma reintrodução das pessoas e das memórias nos centros históricos, “passa-se da história para a arqueologia”.

Já o padre Joaquim Augusto Nunes Ganhão, diretor do Museu Diocesano de Santarém, recebeu também esta distinção.

Contudo, não prestou quaisquer declarações públicas.

Presentes na cerimónia estiveram ainda o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e o presidente da direção da APMCH e também presidente da Câmara de Lagos, Hugo Pereira, assim como diversas entidades, personalidades e autarcas.

O Prémio “Memória e Identidade”, criado em 2012, em Angra do Heroísmo, tem como objetivo reconhecer personalidades cujo trabalho tenha contribuído de forma significativa para o conhecimento, a salvaguarda e a valorização dos centros históricos e da identidade cultural das cidades portuguesas.

Desde a sua criação, o Prémio Nacional “Memória e Identidade” tem distinguido ao longo dos anos diversas personalidades de referência na área da cultura, da arquitetura, da história e da salvaguarda patrimonial.

De entre os galardoados destacam-se o arquiteto Siza Vieira, o pintor Júlio Pomar, os ex-Presidentes da República António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, o escritor José Saramago ou o professor Vítor Veríssimo Serrão, entre outros.

LUSA/DI