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Imobiliário fecha 2025 em alta e mantém procura em 2026, mas escassez pressiona preços
O mercado imobiliário português encerrou 2025 com crescimento nos segmentos residencial, retalho e turismo, devendo manter uma procura sólida em 2026, ainda que num contexto de maior incerteza e escassez de oferta, segundo a consultora Savills.
No residencial, foram transaccionadas cerca de 163 mil habitações em 2025, mais 9% do que no ano anterior, enquanto o crédito à habitação atingiu 23,3 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde 2014. Os compradores até aos 35 anos representaram 60% dos novos empréstimos – refere a Savills.
Em Lisboa, venderam-se 9.613 casas (+11%), com preços médios na nova construção a atingir 8.191 euros por metro quadrado, chegando a mais de 13 mil euros nos segmentos de topo. No Porto, as vendas cresceram 7%, para 6.387 unidades, com preços médios de 5.205 euros por metro quadrado – sublinha o comunicado.
No retalho, o volume de negócios aumentou 3% em 2025, com crescimento de 4,9% nas vendas em centros comerciais. A procura por espaços manteve-se elevada, num mercado com oferta limitada, sustentando níveis elevados de rendas, sobretudo nas principais zonas comerciais de Lisboa e Porto.
No turismo, Portugal registou 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas em 2025. A taxa média de ocupação hoteleira foi de 67,9%, com um RevPAR de 84,7 euros. O investimento no sector atingiu 494 milhões de euros, com predominância de capital internacional.
Para 2026, a Savills antecipa a continuidade da procura nos três segmentos, num cenário de crescimento económico moderado. A falta de produto, sobretudo em localizações ‘prime’, deverá continuar a pressionar preços e rendas, num mercado que mantém níveis elevados de actividade.















