Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Brain PowerHaierJPS Group 2024Porta da Frente
Habitação
Habitação

Habitação

Já não é só Lisboa e Porto: há novas regiões a liderar a subida dos preços das casas

27 de julho de 2026

O mercado imobiliário português continua a valorizar, tanto na compra como no arrendamento, mas a evolução dos preços torna-se cada vez mais desigual entre regiões. Em Julho, o preço médio dos imóveis anunciados para venda atingiu os 435 mil euros, um aumento de 1,4% face ao mês anterior e de 2,4% em comparação com Julho de 2025. No arrendamento, a renda média fixou-se nos 1.350 euros mensais, registando uma subida de 3,8% quer em termos mensais quer homólogos, segundo os dados divulgados pelo Imovirtual.

Apesar da valorização generalizada, o comportamento do mercado revela diferenças cada vez mais marcadas. Enquanto Lisboa e Porto continuam a concentrar os preços mais elevados do país, são vários os mercados intermédios e do interior que apresentam os maiores ritmos de crescimento, confirmando uma distribuição mais alargada da valorização imobiliária.

"Os dados de Julho mostram um mercado que continua a valorizar, mas de forma cada vez menos uniforme. Os grandes centros mantêm preços elevados, embora apresentem sinais de maior estabilização, enquanto vários mercados intermédios e do interior continuam a registar ritmos de crescimento superiores", afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

Interior lidera valorização na compra

No segmento da compra, a região Centro destacou-se como a que mais valorizou, registando uma subida de 13,7% em termos homólogos e de 1,2% face a Junho, fixando o preço médio nos 290 mil euros.

O Sul manteve igualmente um desempenho robusto, com um crescimento anual de 7,6%, enquanto o Norte valorizou 5,7%, apesar de um ligeiro recuo mensal de 1,3%.

Entre os distritos, Bragança voltou a liderar a valorização anual, com uma subida de 36,8%, embora mantenha um dos preços médios mais baixos do país, nos 130 mil euros. Seguem-se Portalegre (+24,2%), Viseu (+17,1%), Coimbra (+15,4%), Leiria (+12%) e Santarém (+12%), reforçando o dinamismo dos mercados fora das áreas metropolitanas.

Lisboa e Porto estabilizam

Nos principais mercados urbanos, a evolução dos preços revela sinais de maior estabilização.

Lisboa continua a ser o distrito mais caro do país, com um preço médio de 610 mil euros. No entanto, apesar de recuperar 1,8% face a Junho, o valor permanece 4,8% abaixo do registado em Julho do ano passado.

Também o Porto registou uma ligeira subida mensal de 1%, alcançando um preço médio de 399 mil euros, embora continue 6,6% abaixo dos valores observados há um ano.

Já Faro mantém a posição de segundo distrito mais caro de Portugal, com um preço médio de 587.250 euros, mais 8,8% do que em Julho de 2025.

Arrendamento cresce mais fora das grandes cidades

No mercado de arrendamento, foi o Sul que apresentou a maior dinâmica, com uma valorização de 10% quer em termos mensais quer anuais, elevando a renda média para 1.100 euros por mês.

O Norte registou um crescimento anual de 12,5%, com uma renda média de 900 euros, enquanto o Centro apresentou uma evolução mais moderada, fixando-se nos 800 euros mensais.

Entre os distritos, Beja destacou-se com a maior valorização anual do país, ao registar um aumento de 25%, elevando a renda média para 750 euros mensais. Faro (+16,3%), Viseu (+15,4%), Viana do Castelo (+12,5%) e Leiria (+11,8%) também figuram entre os mercados mais dinâmicos.

Em termos mensais, Portalegre liderou a subida das rendas, com um crescimento de 13%, atingindo os 650 euros por mês.

Apesar deste dinamismo, Lisboa continua a ser o mercado de arrendamento mais caro do país, com uma renda média de 1.699 euros mensais. Ainda assim, os preços permaneceram praticamente estáveis face a junho (-0,1%) e cresceram apenas 3% em termos homólogos, um ritmo inferior ao registado em vários mercados do interior.

No Porto, a renda média manteve-se nos 1.200 euros por mês, sem alterações face ao mês anterior e com uma valorização anual de 9,1%.

Ilhas apresentam comportamentos distintos

Nas regiões autónomas, a Madeira registou uma valorização de 2,6% no mercado da compra, atingindo um preço médio de 590 mil euros. No arrendamento, as rendas aumentaram 6,7% face a junho, fixando-se nos 1.600 euros mensais, embora permaneçam abaixo dos valores de há um ano.

Em São Miguel, o preço médio de venda situou-se nos 380 mil euros, enquanto as rendas cresceram 16,7%, alcançando os 1.400 euros por mês.

Já a Ilha Terceira destacou-se pelo forte crescimento anual no mercado de compra, com uma valorização de 60,5%, embora tenha registado um ligeiro recuo mensal. No arrendamento, a renda média desceu para 650 euros mensais.

Os dados do Imovirtual confirmam, assim, que o mercado imobiliário português continua em valorização, mas com uma dinâmica cada vez mais regionalizada, onde os mercados intermédios e do interior ganham protagonismo enquanto Lisboa e Porto revelam sinais de maior estabilização.