Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
JPS Group 2024Porta da Frente
Habitação
Transcções de imóveis continuam em fase crescente

 

Transcções de imóveis continuam em fase crescente

14 de fevereiro de 2015

Desde 2010 que o mercado imobiliário tem vindo a sofrer alterações. Em dois anos assistiu-se a um decréscimo acentuado no número de transacções de imóveis e só em 2013 verificou-se um ligeiro crescimento e em 2014 esse aumento foi ainda mais visível.

Outra mudança disse respeito ao aumento das transacções em imóveis usados e um decréscimo nos novos. Também o arrendamento que teve algum dinamismo nos anos de 2011 e 2012 a  partir de meados de 2013 e até 2014 voltou a perder expressão dando lugar à primazia da compra de habitação.

Segundo o Catálogo de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal - III Trimestre de 2014 e de acordo com o Índice de Preços na habitação (IPHab), denota-se um decréscimo dos alojamentos familiares transacionados de 2010 a 2012, com um ligeiro crescimento em 2013. Registou-se ainda um crescimento da representatividade de imóveis existentes versus diminuição de imóveis novos. Traduzindo em números, em 2009 cerca de 63% dos alojamentos familiares transacionados eram usados, em 2013 esse valor passou a ser de 73%.

Por trimestre, observou-se um adensar de optimismo a partir do final de 2013. No segundo trimestre de 2014 ocorreram 19 637 transações de alojamentos, mais 1,9% que em idêntico período do ano anterior (+1,0% e +4,5% para alojamentos existentes e novos, respetivamente). O dinamismo do mercado tem sobretudo sido induzido numa escala menor pelos residentes habituais e em grande escala pelos instrumentos legais, nomeadamente golden visa e regime fiscal dos residentes não habituais.

Centrando a análise na evolução de Preços, de acordo com o INE, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2014 o IPHab registou, pelo quarto trimestre consecutivo, uma taxa de variação de sinal positivo (1,6%). Os aumentos de preços nos alojamentos existentes (1,7%) foram superiores aos observados nos alojamentos novos (1,5%).

Compra continua a merecer a preferência dos portugueses

Ainda segundo o estudo da APEMIP, em 2014, começou a denotar-se uma diminuição da representatividade dos imóveis para arrendamento em prol da aquisição. De facto, verifica-se por parte dos indicadores de confiança dos consumidores uma ligeira melhoria, "começa a observar-se alguma movimentação por parte dos departamentos comerciais da banca incentivando a concessão de créditos direcionados ao segmento residencial. Nos primeiros nove meses do ano corrente, podemos verificar que 50,2% das pesquisas efetuadas foram para compra de imóvel, enquanto 48,9% direcionavam-se para o arrendamento", lê-se no documento.

O índice IPHab tem como principal objetivo medir a evolução dos preços dos alojamentos familiares adquiridos no mercado residencial em Portugal. O IPHab é compilado através de informação administrativa fiscal anonimizada, enviada pela Autoridade Tributária e Aduaneira ao abrigo de um Protocolo celebrado com o INE, referente ao Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).