
Construção
Construtoras portuguesas procuram oportunidades no México
A AIP vai levar uma missão empresarial à Expo CIHAC 2026, na Cidade do México, entre 13 e 17 de outubro. A iniciativa pretende aproximar empresas nacionais de um mercado de construção avaliado em 140 mil milhões de dólares e impulsionado por um novo plano de investimento em infraestruturas.
A internacionalização das empresas portuguesas do sector da construção vai estar em destaque na participação nacional na Expo CIHAC 2026, que decorre entre 13 e 17 de Outubro, no Centro Banamex, na Cidade do México. A missão empresarial é organizada pela Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP), que dinamizará um stand conjunto para empresas nacionais.
A iniciativa surge num momento de forte investimento em infraestruturas no México, criando oportunidades para empresas portuguesas nas áreas da construção, engenharia, arquitetura, materiais e tecnologias aplicadas ao sector.
Avaliado em cerca de 140 mil milhões de dólares, o setor da construção representa aproximadamente 7% do PIB mexicano e assume um papel estratégico na economia do país. O mercado deverá beneficiar ainda do novo Plano de Investimento em Infraestruturas para o Desenvolvimento e Bem-Estar 2026–2030, que prevê a mobilização de cerca de 320 mil milhões de dólares de investimento público e privado para mais de 1.500 projetos.
Expo CIHAC reúne toda a cadeia da construção
Com mais de 35 anos de história, a Expo CIHAC é apresentada como a maior feira internacional de construção, engenharia, arquitectura e design da América Latina. O certame reúne empresas de toda a cadeia de valor, desde a conceção e engenharia aos materiais, equipamentos, acabamentos e soluções tecnológicas.
A edição de 2026 deverá contar com cerca de 500 expositores, distribuídos por mais de 23 mil metros quadrados, e atrair mais de 19 mil compradores e profissionais. Entre os participantes estarão arquitetos, engenheiros, construtores, promotores imobiliários, distribuidores e representantes de entidades públicas.
Para além da componente expositiva, o programa inclui conferências, encontros empresariais e sessões técnicas dedicadas às principais tendências do setor.
Entre os temas em destaque estarão a construção sustentável, economia circular, digitalização, BIM, inteligência artificial, automação residencial e nearshoring. Este último fenómeno tem vindo a impulsionar a procura por novas infraestruturas industriais e logísticas no México.
A oportunidade para as empresas portuguesas
A participação na feira pretende funcionar como uma plataforma de entrada e expansão no mercado mexicano, permitindo às empresas portuguesas apresentar soluções, estabelecer contactos comerciais e procurar parceiros locais e internacionais.
A missão da AIP deverá abranger áreas como engenharia, arquitetura, construção modular, materiais sustentáveis, eficiência energética e tecnologias aplicadas à construção.
Para as pequenas e médias empresas portuguesas, a participação poderá ainda beneficiar de um apoio de até 50% do investimento elegível através do Portugal 2030, reduzindo os custos associados à presença no certame e reforçando a competitividade da missão empresarial.
Num mercado marcado por uma forte aposta em infraestruturas e pela necessidade de modernização e expansão da capacidade industrial e logística, a presença portuguesa na Expo CIHAC 2026 pretende, assim, transformar o dinamismo do sector mexicano em novas oportunidades de negócio para as empresas nacionais.
Uma porta de entrada para a América Latina
A Expo CIHAC afirma-se como um dos principais pontos de encontro da indústria da construção na América Latina, reunindo fabricantes, empresas de engenharia e arquitetura, promotores, distribuidores, entidades públicas e especialistas.
Para a AIP e para as empresas que integram a missão, a participação representa não apenas uma oportunidade de exposição comercial, mas também um espaço para conhecer tendências, avaliar o mercado e estabelecer relações com potenciais clientes e parceiros.
Num contexto em que o México prepara um ciclo de investimento de grande escala em infraestruturas, a presença portuguesa procura posicionar as empresas nacionais junto de um dos mercados mais relevantes da região para a construção e para as soluções associadas ao desenvolvimento urbano, industrial e logístico.















