Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Brain PowerHaierJPS Group 2024Porta da Frente
Habitação
apartamento - freepik

apartamento - freepik

Apartamentos podem custar até 131% mais por m² do que moradias em algumas regiões de Portugal

10 de agosto de 2026

O preço por metro quadrado dos apartamentos para venda é superior ao das moradias em todos os distritos e regiões analisados pelo Imovirtual, com diferenças que chegam a ultrapassar os 100%. Coimbra apresenta o maior desfasamento entre as duas tipologias, com os apartamentos a custarem, em média, 131% mais por metro quadrado do que as moradias.

Considerando a média dos últimos três meses dos anúncios publicados no Imovirtual, o preço médio dos imóveis residenciais para venda em Portugal situa-se nos 4.152 euros por metro quadrado. No entanto, os valores variam de forma significativa consoante a localização e o tipo de imóvel.

Nos apartamentos, Lisboa apresenta o preço médio por metro quadrado mais elevado, atingindo 6.165 euros. Seguem-se a Madeira, com 6.001 euros/m², e o Algarve, com 5.726 euros/m².

No extremo oposto estão Portalegre, com 1.708 euros/m², Guarda, com 1.883 euros/m², e Bragança, com 1.903 euros/m². A diferença entre Lisboa e Portalegre significa que o preço médio por metro quadrado de um apartamento na capital é mais de 3,6 vezes superior ao registado no distrito alentejano.

Coimbra e Viseu com maiores diferenças entre tipologias

A análise do Imovirtual revela diferenças particularmente acentuadas quando se compara o preço dos apartamentos com o das moradias dentro de cada mercado.

Em Coimbra, o preço médio dos apartamentos chega aos 3.686 euros/m², enquanto o das moradias fica nos 1.593 euros/m². A diferença é de 131%.

Viseu apresenta um cenário semelhante, com um diferencial de 127% entre as duas tipologias. Seguem-se Aveiro, com uma diferença de 74%, Porto, com 59%, e Braga, com 52%.

Mesmo nos mercados onde os preços residenciais são mais elevados, os apartamentos continuam a apresentar um valor superior por metro quadrado. Em Lisboa, por exemplo, o diferencial entre as duas tipologias ronda os 25%.

Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, a análise do preço por metro quadrado permite uma leitura mais precisa do mercado residencial.

“O preço final de um imóvel é apenas uma parte da equação. O preço por metro quadrado permite perceber como o mercado valoriza efectivamente o espaço habitacional e comparar regiões e tipologias de forma muito mais rigorosa”, afirma.

Segundo a responsável, os dados mostram que “a localização e a tipologia continuam a ter um peso determinante no valor da habitação”.

Lisboa, Madeira e Algarve lideram no conjunto da oferta

Quando são considerados todos os imóveis residenciais para venda, independentemente da tipologia, Lisboa mantém-se como o mercado com o preço médio por metro quadrado mais elevado, com 5.830 euros/m².

A Madeira surge em segundo lugar, com 5.623 euros/m², seguida pelo Algarve, com 5.386 euros/m². O Porto apresenta um valor médio de 4.424 euros/m², acima da média nacional, enquanto Setúbal, com 4.151 euros/m², praticamente coincide com os 4.152 euros/m² registados para o conjunto do país.

Nos mercados com preços mais baixos, Guarda apresenta um valor médio de 1.083 euros/m², Bragança 1.164 euros/m² e Portalegre 1.322 euros/m².

Preço por metro quadrado revela um mercado residencial muito desigual

Os dados evidenciam uma forte disparidade geográfica no mercado habitacional português, mas também diferenças relevantes entre apartamentos e moradias dentro das próprias regiões.

A análise mostra que o valor atribuído a cada metro quadrado não depende apenas da localização. A tipologia do imóvel assume igualmente um peso significativo, com os apartamentos a apresentarem preços superiores aos das moradias em todos os mercados analisados.

Assim, mais do que olhar apenas para o preço total de uma casa, a análise do valor por metro quadrado permite comparar de forma mais rigorosa diferentes mercados e perceber onde o espaço habitacional é mais valorizado.

Os dados do Imovirtual apontam, desta forma, para um mercado marcado por fortes diferenças territoriais e por uma valorização distinta consoante a tipologia, refletindo realidades muito diferentes entre os principais centros urbanos, regiões costeiras e os mercados do interior.