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IA leva empresas a procurar escritórios mais flexíveis e reduz compromissos de longo prazo

Cartoon gerado por IA

IA leva empresas a procurar escritórios mais flexíveis e reduz compromissos de longo prazo

24 de setembro de 2026

A evolução da inteligência artificial está a dificultar o planeamento das necessidades futuras de escritórios, levando as empresas a privilegiar espaços flexíveis e a reduzir a exposição a contratos de arrendamento de longo prazo, segundo um estudo da International Workplace Group (IWG).

O inquérito, realizado junto de 1.000 CEOs e CFOs no Reino Unido e nos Estados Unidos, revela que 60% consideram mais difícil prever quanto espaço de escritório vão necessitar dentro de dois anos devido à evolução da IA. Cerca de 73% afirmam ainda que a transformação tecnológica tornou as suas organizações menos disponíveis para assumir compromissos imobiliários de longo prazo.

A tendência está também a alterar a localização dos espaços de trabalho. Entre os responsáveis ouvidos, 42% consideram que a tecnologia facilita o trabalho remoto e reduz a necessidade de concentração num escritório central, enquanto 39% apontam para uma maior utilização de escritórios descentralizados ou flexíveis.

Reduzir custos imobiliários

A redução da componente fixa dos custos imobiliários surge como outra prioridade. Praticamente todos os inquiridos (99,8%) afirmam procurar transformar custos fixos com imobiliário em custos mais variáveis. Ao mesmo tempo, 57% das empresas estão a investir em soluções de trabalho híbrido, 55% procuram espaços mais próximos da residência dos colaboradores e 52% avaliam modelos descentralizados.



Regus Leça da Palmeira



Spaces Matosinhos



O custo é igualmente determinante: 99% dos CEOs e CFOs afirmam que a redução de despesas influencia a escolha da localização dos escritórios, sendo já o principal critério para 27% dos inquiridos.

Apesar desta maior flexibilidade, o estudo não aponta para uma perda de importância do escritório. Pelo contrário, 76% dos CEOs acreditam que o espaço físico de trabalho ganhará relevância nos próximos dois anos, sobretudo enquanto local de colaboração, inovação e desenvolvimento da cultura empresarial.

Em Portugal, a IWG, proprietária de marcas como Regus, Spaces e HQ, tem vindo a expandir a rede de espaços flexíveis para fora dos principais centros urbanos, incluindo localizações como São João da Madeira, Matosinhos, Alcabideche, Leça da Palmeira, Amarante, Portimão e Loulé.

A tendência encontra paralelo no mercado português. Segundo um estudo da Worx e da Gi Group Holding divulgado em 2025, 51% das organizações inquiridas já tinham transformado os escritórios ou estavam a fazê-lo, enquanto 45% tinham adotado ou planeavam recorrer a soluções de flex office.

O estudo da IWG foi realizado pela Censuswide entre 3 e 9 de junho de 2026, junto de 500 CEOs e CFOs no Reino Unido e outros 500 nos Estados Unidos.