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Banco de Portugal - Foto DI

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Activo dos fundos de investimento em Portugal sobe para máximo de 63.751 milhões em 2025

18 de fevereiro de 2026

O total do activo dos fundos de investimento era de 63.751,3 milhões de euros no final de 2025, o valor mais alto desde que há registo e mais 8.418,5 milhões face a 2024, segundo o BdP.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), este valor corresponde ao máximo da série histórica iniciada em Dezembro de 2000.

Este crescimento reflecte transacções no montante de 3.791,4 milhões de euros, destacando-se o investimento em títulos de dívida (2.484,8 milhões) e em ações e outras participações (1.382,5 milhões).

Do investimento em títulos de dívida, 88% foi aplicado em títulos emitidos por não residentes.

Para o aumento do activo do sector, o BdP diz terem contribuíram também outras variações de volume e preço, no montante de 4.600 milhões de euros.

“Os activos não financeiros foram os que mais cresceram devido a estes efeitos, aumentando 3.700 milhões de euros”, detalha, acrescentando que se seguiram as unidades de participação, detidas em carteira pelos fundos de investimento, e as acções e outras participações, que registaram acréscimos de 600 e 400 milhões, respetivamente.

No que se refere ao passivo, no ano passado o valor das unidades de participação emitidas pelos fundos de investimento aumentou 7.485,8 milhões de euros, atingindo 54.809,9 milhões no final de Dezembro, o montante mais elevado desde o início da série.

O BdP explica que este crescimento resultou de transações no valor de 3.500 milhões de euros e de outras variações de volume e preço, entre as quais se destacaram a valorização das unidades de participação (2.600 milhões) e a conversão de sociedades não financeiras em fundos de investimento (1.800 milhões).

Os fundos de obrigações destacaram-se como a tipologia que registou a maior emissão líquida de unidades de participação, no montante de 2.265,9 milhões de euros. Seguiram-se os outros fundos e os fundos de ações, ambos com cerca de 800 milhões.

Pelo contrário, os fundos imobiliários foram a única tipologia em que o montante de amortizações de unidades de participação superou o montante de emissões, resultando numa emissão líquida de -536,1 milhões de euros.

“As outras variações de volume e preço abrangeram praticamente todas as tipologias de fundos, com excepção dos outros fundos, sendo especialmente expressivas nos fundos imobiliários (3.000 milhões de euros)”, acrescenta.

O banco central nota que, neste caso, além da valorização das unidades de participação, inclui-se a conversão de sociedades não financeiras em fundos de investimento, sobretudo no último trimestre do ano.

Quanto aos fundos de acções e fundos de obrigações, registaram igualmente valorizações das suas unidades de participação, no montante de 400 e 300 milhões de euros, respetivamente.

Segundo o BdP, os fundos imobiliários “mantiveram-se como a tipologia mais representativa do sector”, correspondendo a 37% do total das unidades de participação emitidas pelos fundos de investimento no final de 2025.

Seguiram-se os fundos de obrigações e os outros fundos, que representavam 24% e 20%, respectivamente, no final do ano passado.

Os dados divulgados hoje pelo regulador indicam ainda que, na área do euro, os fundos de acções eram a tipologia de fundo com maior expressão no sector (36%), seguindo-se os fundos de obrigações com 22%.

Já os fundos imobiliários, que são a tipologia mais representativa em Portugal (37%), no conjunto de países da área euro apenas representavam 6%, sendo a tipologia menos representativa.

Em 2025, as aplicações dos particulares em fundos de investimento residentes aumentaram 3.647,4 milhões de euros, para 26.103,1 milhões de euros.

No final do ano, os particulares detinham 48% do total de unidades de participação emitidas, mantendo-se como o principal setor investidor em fundos de investimento.

O BdP destaca que o peso dos investidores não residentes no total das unidades de participação emitidas “tem aumentado de forma contínua nos últimos cinco anos”, passando de 9% no final de 2020 para 28% no final de 2025.

LUSA/DI