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17% das famílias portuguesas em sufoco financeiro, alerta DECO PROteste
A situação financeira das famílias portuguesas agravou-se em 2025, com 17% dos agregados em situação de sufoco financeiro, o valor mais elevado desde 2018, segundo o Barómetro anual da DECO PROteste. No total, quase quatro em cada dez famílias revelam dificuldades em pagar despesas essenciais.
De acordo com o estudo, a descida da inflação e das taxas de juro no crédito à habitação não foi suficiente para aliviar os orçamentos, mantendo-se uma pressão significativa sobre as despesas do dia a dia.
Entre os principais encargos apontados pelas famílias destacam-se os custos com o automóvel (51%), as férias (50%), os tratamentos de saúde oral (46%) e despesas com óculos ou aparelhos auditivos (42%). A alimentação, nomeadamente a compra de carne, peixe ou alternativas, é também referida por 40% dos inquiridos como difícil de suportar.
Outras despesas, como refeições fora de casa, manutenção da habitação, vestuário ou actividades culturais, continuam igualmente a pesar no orçamento familiar.
O Índice de Capacidade Financeira caiu para 41,6 pontos em 2025, face aos 46,2 registados no ano anterior, atingindo o valor mais baixo desde o início da série. Regionalmente, os Açores apresentam a situação mais crítica, enquanto no Continente se destacam os distritos da Guarda e Aveiro.
O estudo indica ainda que as dificuldades são mais acentuadas em famílias monoparentais e agregados mais numerosos, reflectindo maiores constrangimentos na gestão das despesas essenciais.













