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habitação jovens - Foto Pexels

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100 mil jovens "não ricos" compraram casa no último ano e meio - Pinto Luz

14 de maio de 2026

O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou hoje que 100 mil jovens “não ricos” compraram casa no último ano e meio, após a implementação da isenção do imposto municipal sobre imóveis (IMT) e do imposto de selo.

“Isto é muito relevante, não é despiciendo dizer-se que 100 mil jovens que não tinham casa têm hoje casa”, referiu Miguel Pinto Luz, durante uma conferência em Braga sobre Modelos de Habitação Cooperativa e Colaborativa.

O ministro sublinhou que não estão em causa os jovens ricos, mas sim “uma classe média, de médicos, engenheiros, jovens trabalhadores, jovens empreendedores”.

“Os ricos não precisavam da medida [isenção de IMT e imposto de selo] para comprar casa. Quem andou a comprar estas casas foram jovens onde a média das transacções andam na casa dos 200 mil euros”, acrescentou.

Na sua intervenção, o ministro afirmou que no próximo Verão, dois anos antes do inicialmente previsto, o Governo espera ter “construído e implementado” todo o programa Construir Portugal - Nova Estratégia para a Habitação que visa combater a crise imobiliária.

“E não foi mais rápido porque o Governo não tem a maioria necessária para o fazer”, apontou, dizendo ainda que muitas vezes “foram desvirtuadas” as intenções do Governo, como, por exemplo, na Lei dos Solos, que considerou ter sido “completamente desvirtuada” no parlamento.

Pinto Luz sublinhou que o problema da habitação “foi criado ao longo de uma década, pelo menos”, com o aumento da população activa, nomeadamente os imigrantes.

Imigrantes que, vincou, “foram essenciais para o crescimento económico”, mas que chegaram sem que tivesse sido desenhado um país capaz de os receber, dos pontos de vista da habitação, da saúde e da educação.

Ainda sobre a habitação, Pinto Luz disse que o Governo está a fechar o pacote legislativo referente às cooperativas e apelou ao contributo de todos, “com menos visão sectária e menos visão dogmática”.

“Podemos encontrar soluções comuns, e isso é algo que o país não está habituado, está mais habituado a encontrar aquilo que nos divide do que aquilo que nos junta, que nos agrega. E nós não damos para esse peditório, o peditório para o qual nós estamos absolutamente empenhados é o peditório de encontrarmos plataformas de entendimento comum, para oferecer respostas para um problema que é real, não é um problema dos media, não é um problema artificial, é um problema real, todos nós conhecemos alguém que não consegue aceder à habitação”, disse ainda.

LUSA/DI

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