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Portugal no Top 3 do mercado internacional de luxo
Portugal destacou-se como um dos mercados mais dinâmicos a nível internacional, ocupando o 3.º lugar mundial em crescimento nominal dos preços da habitação, com uma subida anual de 17,7%, revela o relatório global da Knight Frank, da qual a portuguesa Quintela + Penalva é associada desde 2021.
O índice, que analisa a evolução dos preços residenciais em 55 mercados internacionais, revela que o crescimento médio global atingiu 2,4% em termos nominais, o valor mais elevado desde o primeiro trimestre de 2024, reflectindo uma melhoria gradual das condições de financiamento e da confiança dos compradores.
O Global House Price Index indica ainda que o mercado imobiliário residencial global registou um reforço do crescimento no terceiro trimestre de 2025, impulsionado pelo início de um ciclo de descida das taxas de juro.
Sobre o desempenho de Portugal, Francisco Quintela, sócio fundador da Quintela + Penalva, afirma que “estes dados reforçam o interesse internacional no mercado português e a robustez do sector. O mercado nacional tem sido muito resiliente e atractivo, e continua a estar na mira dos investidores internacionais, o que é muito positivo para a dinâmica da economia nacional”.
O índice, que analisa a evolução dos preços residenciais em 55 mercados internacionais, revela que o crescimento médio global atingiu 2,4% em termos nominais, o valor mais elevado desde o primeiro trimestre de 2024, reflectindo uma melhoria gradual das condições de financiamento e da confiança dos compradores.
Portugal surge neste ranking apenas atrás da Turquia e da Macedónia do Norte, integrando um grupo maioritariamente europeu que domina o topo do ranking. No total, sete dos oito mercados com crescimentos nominais superiores a 10% localizam-se na Europa, confirmando a região como o principal motor d crescimento dos preços residenciais a nível global.
Em termos reais (ajustados à inflação), Portugal registou igualmente um desempenho robusto, com um crescimento de 14,9%, contrastando com a média global, que permanece ligeiramente negativa (-0,1%), devido à persistência de pressões inflacionistas em vários mercados.
O Global House Price Index sublinha que, durante o terceiro trimestre de 2025, os bancos centrais globais realizaram 27 cortes líquidos nas taxas de juro, sem qualquer subida, reforçando o ambiente de estímulo ao crédito e à procura habitacional. Esta mudança de política monetária tem sido determinante para a estabilização e recuperação dos preços em grande parte dos mercados analisados.
Actualmente, 86% dos mercados globais registam crescimentos anuais positivos, uma proporção superior face ao início do ano e consistente com a tendência de melhoria gradual observada ao longo de 2025.
Para Liam Bailey, Global Head of Research da Knight Frank, “o crescimento nominal voltou a acelerar à medida que os bancos centrais avançam para cortes nas taxas de juro, mas os ganhos reais continuam a ser difíceis de alcançar. Para uma recuperação mais sólida em 2026, será essencial manter as políticas monetárias e uma trajetória de desaceleração da inflação”.
Apesar do fortalecimento do crescimento nominal, o relatório alerta que para o facto da acessibilidade à habitação continua sob pressão em vários países. A consolidação da recuperação dependerá da evolução da inflação e da continuidade do ciclo de descida das taxas de juro ao longo de 2026.














