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Nos últimos cinco anos surgiram mais 20 mil empresas na área do imobiliário em Portugal

mediação imobiliária

Nos últimos cinco anos surgiram mais 20 mil empresas na área do imobiliário em Portugal

30 de março de 2026

Em 2024, o volume de negócios no setor imobiliário aumentou cerca de 5%, ultrapassando os 8 mil milhões de euros e prolongando uma tendência de crescimento que se verifica desde 2013. De acordo com os dados do Insight View do Iberinform, o sector deverá continuar a expandir-se, prevendo-se um aumento do número de empresas em 2026.

A análise demonstra que o sector imobiliário em Portugal tem registado um crescimento muito expressivo, reflectido no surgimento de perto de 20.000 novas empresas nos últimos cinco anos. Esta expansão confirma a vitalidade do sector e o aumento consistente da actividade empresarial. Em 2024, o volume de negócios aumentou cerca de 5%, prolongando uma tendência positiva que se mantém desde 2013 e que demonstra a resiliência e capacidade de adaptação das empresas deste segmento.

Apesar do dinamismo e da evolução favorável, a distribuição do risco evidencia alguns desafios. Cerca de um terço das empresas apresenta risco elevado, enquanto a maioria, representando 57%, se encontra num nível de risco médio. Apenas 11%das empresas beneficia de um perfil de risco baixo. Esta estrutura reflete a juventude do setor e a entrada constante de novas empresas, ainda em fase de consolidação.

A análise por dimensão empresarial revela um setor dominado quase exclusivamente por microempresas, que representam cerca de 94% do total. As pequenas empresas constituem aproximadamente 6%, e as médias e grandes empresas somam menos de 1%. Verifica-se também uma relação clara entre dimensão e risco, sendo que, quanto maior a empresa, menor tende a ser o risco associado, resultado da maior estabilidade operacional e de modelos de gestão mais estruturados.

No que respeita à antiguidade, 42% das empresas foram criadas há menos de cinco anos, sendo esta a faixa mais representativa. Seguem-se as empresas com 6 a 10 anos, que representam 25%, as de 11 a 15 anos com 9% e, finalmente, as empresas com 16 ou mais anos de actividade, que totalizam 24%. A maturidade revela-se um factor determinante na solidez financeira, uma vez que, quanto mais antiga é a empresa, menor é o risco de crédito associado.

A distribuição geográfica confirma o peso dos principais centros urbanos. Lisboa concentra 38% das empresas do setor, afirmando-se como o principal polo de atividade. O Porto representa 19%, Braga 8%, Faro 6% e Setúbal 5%, enquanto as restantes regiões somam 24%. Esta dispersão demonstra um mercado ainda bastante concentrado, embora com presença significativa em várias zonas do país. O risco médio por distrito, por sua vez, mantém-se relativamente uniforme entre as regiões mais representativas.

Volume de negócios ultrapassa os 8 mil milhões de euros


Na gestão financeira, observa-se uma tendência de estabilização em ambos. Os prazos de recebimentos passaram de 37 para 38 dias e os prazos de pagamentos aumentaram de 82 para 81 dias. 

Com base nos dados disponíveis, o volume de negócios do sector continua a demonstrar uma trajectória ascendente, sustentada pelo aumento do número de empresas, pela maior procura e pelo dinamismo das transacções imobiliárias. O crescimento acumulado nos últimos anos reflecte uma forte capacidade de geração de receita, mesmo num contexto de maior competitividade e de maior peso das microempresas no tecido operacional.

No que diz respeito à taxa de exportação, ainda que o sector imobiliário não opere segundo um modelo tradicional de exportações, existe um impacto indirecto importante através do investimento proveniente de compradores e investidores internacionais. Este fluxo contribui para o crescimento do volume de negócios, para a valorização dos activos e para o aumento da actividade das empresas do sector, funcionando como um motor externo de dinamização económica.