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Mota-Engil alcança o maior resultado de sempre em 2025

3 de março de 2026

A construtora portuguesa apresentou os seus resultados de 2025 e revela que a rentabilidade do Grupo contribuiu para o recorde de 979 milhões de euros de EBITDA, com margem inédita de 18%, e um aumento do Resultado Líquido para 133 milhões de euros.

A progressiva evolução positiva da rentabilidade do Grupo, traduzida, como já referida, num EBITDA recorde de 979 milhões de euros, com margem inédita em 12 meses de 18%, alinhada com um crescimento expressivo de 27% da geração da Caixa (Cash-Flow operacional) para 924 milhões de euros, resultou numa melhoria do Resultado Líquido em 9% para 133 milhões de euros, valor que representa o melhor resultado de sempre do Grupo Mota-Engil.

Apesar destes resultados, o Grupo indica que apresentou uma diminuição expectável do Volume de Negócios para 5.301 milhões de euros, impactado por motivos de contexto amplamente detalhados ao longo do ano, e com maior expressão no atraso de consignações em Portugal, em função das alterações politicas decorridas de processos eleitorais, bem como o período de transição politica que decorre habitualmente no México no primeiro ano de mandato presidencial, a par do impacto na comparação com 2024 na região Europa, que teve em 2024 o contributo do mercado polaco (119 milhões de euros de facturação), alienado em Setembro desse ano, o que contribuiu para uma diminuição de actividade na região Europa de 27%.

Ao nível do desempenho das diversas áreas de negócio, merece destaque o crescimento de 22% da facturação em África para 2.129 milhões de euros, com um EBITDA que cresceu 25% para 565 milhões de euros (margem de 27%), impulsionado pelo expressivo crescimento de 73% no segmento de Engenharia Industrial, o que coloca a Mota-Engil no Top 5 mundial de Contract Mining e maior operador em todo o continente africano.

Na América Latina, região onde o Grupo é a segunda maior construtora e com o México a pontificar como maior mercado, a Mota-Engil alcançou um Volume de Negócios de 2.006 milhões de euros, o que traduz um decréscimo (expectável em 2025) de 33%, mantendo a margem de EBITDA nos 11%, em linha com o histórico de uma região que retomará o crescimento já em 2026, considerando os novos contratos de ferrovia angariados no México, assim como no Brasil, com projectos de Oil & Gas e o Tunel de Santos-Guarujás. 

No segmento de Ambiente, onde o Grupo actua nos sectores de recolha e tratamento de resíduos e com o foco estratégico na evolução na cadeira de valor com a produção crescente de energia a partir de resíduos, o Grupo alcançou um crescimento de 15% na faturação para 652 milhões de euros, com uma margem EBITDA de 23%. 

A nível comercial merece destaque o aumento da Carteira de Encomendas para um nível recorde de 16,2 mil milhões de euros, com os Core Markets a representarem 72% do total, destacando-se o México (22%), Angola (18%), Portugal (12%) e Nigéria (8%) como os mercados com maior volume de carteira a executar. Importa referir que a carteira de encomendas não inclui o contrato assinado (depois de Dezembro) no Brasil, relativo à concessão do túnel de Santos-Guarujá (1.255 milhões de euros), bem como a designação da Mota-Engil como entidade seleccionada para execução de um troço ferroviário em Portugal, entre Contumil e Ermesinde (115 milhões de euros).

Para 2026 o Grupo prevê um crescimento do Volume de Negócios a dois dígitos

Em 2026, a Mota-Engil prevê um crescimento do Volume de Negócios a dois dígitos (10%–15%), impulsionado pela execução da carteira recorde e pela aceleração de projectos de grande dimensão e longo ciclo nos mercados core.

Perspectiva ainda uma margem EBITDA deverá manter-se no nível alcançado em 2025, suportada por uma seleção rigorosa de projectos, uma carteira de maior qualidade e um contributo crescente de segmentos de maior margem.

Uma margem líquida sustentada em cerca de 3% e a forte geração de caixa operacional deverá continuar apoiando um investimento disciplinado enquanto o rácio Dívida líquida/EBITDA se manterá abaixo de 2x e Dívida Bruta/EBITDA abaixo de 4x.

O Investimento (CAPEX) estabilizado em 7% do volume de negócios, bem como uma gestão eficiente do portefólio de concessões, promovendo a rotação disciplinada de activos maduros, maximizando a criação de valor a longo prazo e reforçando a visibilidade de resultados recorrentes são outras previsões do Grupo para este ano. A Mota-Engil avançou aind que entrou em 2026 com uma carteira recorde, margens estruturalmente superiores e alavancagem controlada, posicionando-se para uma criação de valor sustentável.