
Livro sobre construção em taipa apresentado em Odemira
O livro “A Terra da Nossa Terra”, dedicado à construção em taipa e à arquitectura de terra no Alentejo, vai ser apresentado no próximo 7 de Fevereiro, às 15h00, no Centro Desportivo e Cultural do Cavaleiro, numa iniciativa que conta com o apoio do Município de Odemira.
A publicação resulta do workshop “Cultura Material no Alentejo – Arquitectura de Terra: Entre a Conservação e a Inovação”, desenvolvido no âmbito do programa Erasmus Plus, e explora a taipa enquanto técnica construtiva tradicional, sustentável e profundamente ligada à identidade arquitectónica da região.
O workshop decorreu entre 8 e 15 de Setembro de 2024, nas freguesias de São Teotónio e São Luís, e foi promovido pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), em parceria com universidades de Granada, Valência, Veneza, Pescara e Bari, com o apoio do município de Odemira.
Ao longo do programa, 36 estudantes e 14 docentes e investigadores analisaram técnicas tradicionais de construção em terra, estudaram edifícios históricos e contemporâneos da região e desenvolveram propostas projectuais, agora reunidas na publicação.
Editado pelo Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP, o livro tem coordenação científica de Rui Braz Afonso e reúne projectos, contributos críticos e reflexões teóricas que destacam a taipa como material ecologicamente e tecnologicamente relevante para a arquitectura contemporânea, sublinhando simultaneamente o seu valor enquanto património cultural a preservar.
“A Terra da Nossa Terra” presta ainda homenagem ao arquitecto Henrique Schreck (1952–2025), figura de referência na construção em taipa em Odemira e em Portugal, cujo conhecimento e experiência foram determinantes para a orientação dos trabalhos realizados no terreno.
O lançamento pretende afirmar a taipa como uma resposta actual aos desafios da sustentabilidade na arquitectura, cruzando tradição, inovação e investigação académica, a partir de um território onde a construção em terra continua a marcar a paisagem e a cultura construtiva local.















