
Cartoon gerado por IA em ChatGPT
Instabilidade nos EUA mantém procura norte-americana por casas de luxo em Portugal
A procura de habitação de luxo em Portugal por compradores residentes nos Estados Unidos continua elevada, num contexto marcado pela instabilidade política e económica nos EUA durante o novo mandato presidencial de Donald Trump, segundo dados do portal idealista.
De acordo com a plataforma imobiliária, os norte-americanos com elevado poder de compra mantêm Portugal no radar como destino para viver e investir, apesar do fim dos vistos gold para investimento imobiliário no final de 2023 e da redução de alguns incentivos fiscais. No último trimestre de 2025, os EUA representaram 12% da procura internacional por casas de luxo (imóveis com preços superiores a um milhão de euros), surgindo como a segunda nacionalidade mais activa, apenas atrás do Reino Unido (13%).
O interesse é enquadrado por um cenário de maior percepção de risco nos Estados Unidos, associado a decisões de política interna e externa, incluindo alterações nas políticas de imigração, pressões sobre a política monetária e tensões geopolíticas. Neste contexto, Portugal continua a ser visto como um refúgio estável, beneficiando da sua posição estratégica, clima ameno, níveis de segurança e enquadramento fiscal.
Lisboa, Faro e Porto concentram a maioria da procura
Os dados do idealista/data mostram que Lisboa é o principal destino da procura norte-americana por habitação premium, concentrando 46,5% das visitas a imóveis de luxo. Seguem-se Faro (16,1%) e Porto (9,4%). Em conjunto, estes três distritos representam 72% da procura vinda dos EUA.
Com um peso intermédio surgem a ilha da Madeira (6,1%), Setúbal (5,6%), São Miguel (3,9%) e Leiria (3%). Braga, Viana do Castelo e Aveiro são os únicos outros distritos a ultrapassar a fasquia de 1% da procura norte-americana, enquanto nos restantes territórios o interesse é residual.
Segundo o idealista/data, estes indicadores confirmam que, mesmo num ambiente internacional mais volátil, Portugal mantém-se como um dos mercados preferidos dos compradores norte-americanos no segmento premium, com Lisboa, Algarve e Porto a liderarem as escolhas.















