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Gaia licencia ao dobro do ritmo nacional e reforça pipeline habitacional

Gaia - Foto de Manuel de Sousa em Wikipedia

Gaia licencia ao dobro do ritmo nacional e reforça pipeline habitacional

6 de abril de 2026

Vila Nova de Gaia está a licenciar habitação a um ritmo cerca de duas vezes superior ao do país, consolidando a sua posição como um dos principais polos de expansão residencial na Área Metropolitana do Porto.

Entre 2022 e 2025, o concelho registou uma média anual de 6,6 fogos licenciados por cada 1.000 habitantes, acima dos 3,3 a nível nacional e dos 3,7 no Grande Porto. Também ao nível das intenções de investimento por parte dos promotores, Gaia supera os referenciais: os pedidos de licenciamento atingiram uma média de 8,5 fogos por 1.000 habitantes nos últimos quatro anos, face a 5,7 no país e 5,4 na região.

Os dados constam do Observatório Imobiliário de Gaia, desenvolvido pela Câmara Municipal em parceria com a Confidencial Imobiliário.


Gaia mantém-se entre os mercados mais acessíveis da região,  com um preço médio de venda  de 2.607 euros por metro quadrado

Só em 2025, deram entrada pedidos para 4.170 novos fogos e foram aprovadas 2.910 unidades, reforçando a oferta futura. No mesmo ano, Gaia captou cerca de 2,5 vezes mais fogos projectados do que a média dos restantes municípios do Grande Porto e licenciou praticamente o triplo da média regional.

A distribuição do investimento mostra maior concentração nas áreas urbanas interiores, que representaram 25% dos fogos em carteira (1.050 unidades). Seguem-se a União de Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, com 23% (970 fogos), Canidelo com 21% (850), as zonas litorais com 19% (795) e Mafamude e Vilar do Paraíso com 12% (500).

A dinâmica da oferta acompanha o crescimento da procura. Em 2025, foram realizadas 7.255 transacções de habitação em Gaia, mais 11% em termos homólogos, enquanto os preços subiram 20,1%, ainda assim abaixo da média nacional (23,4%) mas acima da valorização do Grande Porto (18,3%).

Apesar da subida, Gaia mantém-se entre os mercados mais acessíveis da região. O preço médio de venda fixou-se em 2.607 euros por metro quadrado, cerca de 9% abaixo da média regional (2.872 euros/m²).

No arrendamento, o concelho registou uma ligeira correcção: as rendas contratadas desceram 3,4% em 2025 face ao ano anterior, para uma média de 13 euros por metro quadrado.