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Crédito à habitação atinge máximo do ano em julho e renegociações caem para mínimo histórico
O montante de novos contratos de crédito à habitação atingiu 2.836 milhões de euros em julho, o valor mais elevado de 2026, segundo o mais recente Barómetro de Crédito à Habitação e Conjuntura Económica da Simplefy, intermediária de crédito especializada no financiamento à habitação.
Excluindo as renegociações, o novo crédito alcançou 2.342 milhões de euros, mantendo-se pelo quinto mês consecutivo acima dos 2.000 milhões. As renegociações representaram 17,43% do total, o peso mais baixo registado na série do barómetro.
A taxa mista dos novos contratos continuou a dominar as novas operações, aumentando para 85,88%, também um máximo da série. Já a taxa de juro média subiu para 2,95%.
Segundo Rui Lopes, CEO da Simplefy, os dados mostram que a procura por crédito à habitação se mantém elevada e que o mercado está cada vez mais concentrado na aquisição de imóveis. O responsável destaca ainda a preferência das famílias pela taxa mista, que permite combinar um período inicial de maior previsibilidade com uma componente posterior de taxa variável.
Avaliação bancária sobe 15,2%
No mercado imobiliário, a avaliação bancária das habitações atingiu 2.240 euros por metro quadrado, mais 15,2% do que em julho de 2025 e um novo máximo. Nos apartamentos, o valor mediano chegou aos 2.627 euros/m², enquanto nas moradias se situou nos 1.606 euros/m².
Os dados mais recentes sobre transações, referentes ao primeiro trimestre de 2026, apontam para 37.745 vendas, com um valor médio transacionado de 262.839 euros.
No plano económico, o barómetro indica um crescimento do PIB de 2,5%, inflação de 3,04% e uma taxa de desemprego de 5,3%. A confiança dos consumidores melhorou para -19,5, o nível mais favorável desde o início do ano, enquanto a Euribor a seis meses se situou em torno de 2,56%.

















